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Banco Central prevê inflação dentro da meta

Da redação

Pela primeira vez, o Banco Central indicou a possibilidade de a inflação ficar dentro da meta já em 2016. No Relatório Trimestral de Inflação (RTI), o BC projetou o IPCA – índice oficial de preços – em 6,5% este ano. O centro da meta para o ano é de 4,5%, mas há tolerância de 2,0 pontos porcentuais (até 6,5% de inflação).

Se confirmada, essa projeção representará forte queda ante a inflação do ano passado, que chegou perto de 11%. O BC informou ainda que trabalha com uma inflação de 4,4% em 2017 – portanto, já abaixo do centro da meta, também de 4,5%.

As perspectivas para a inflação, apesar de boas, são resultado direto da crise no Brasil. Com a recessão e o desemprego em alta, empresas de todas as áreas estão sem espaço para reajustar preços. O próprio BC reconheceu, no RTI, que a atividade está mais fraca que o antecipado e que o nível de ociosidade na economia permanece elevado. Esses fatores, na visão do BC, poderão fazer com que a inflação recue de forma mais rápida.

No último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), no fim de novembro, o BC já citava a contribuição da crise para o controle de preços. Na ocasião, o colegiado reduziu a Selic (taxa básica de juros da economia) de 14% para 13,75% ao ano. Justamente por ter optado por um corte de apenas 0,25 ponto porcentual, o BC vem sendo criticado por setores do governo, da indústria e por economistas do mercado financeiro.

Em suas comunicações, o BC indicou que, no próximo encontro do Copom, em janeiro, a Selic tende a cair mais do que 0,25 ponto porcentual. O mercado prevê um corte de 0,50 ponto.

O BC revisou a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) de 2016 de queda de 3,3% para recuo de 3,4%. Para 2017, passou a estimar um crescimento de apenas 0,8%, ante o 1,3% calculado anteriormente.

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