BNDES conclui pagamento de R$ 130 bilhões ao Tesouro Nacional

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) concluiu o pagamento dos R$ 130 bilhões acordados para serem devolvidos em 2018 ao Tesouro Nacional. O anúncio da quitação foi feito nesta terça-feira (21) pelo presidente do banco, Dyogo Oliveira.

“Nós concluímos ontem [segunda-feira, 20) o pagamento da última parcela da devolução deste ano para o Tesouro”, afirmou Oliveira. Segundo ele, está última parcela era de R$ 30 bilhões, completando o montante que deveria ser restituído à União este ano.

Em outubro do ano passado, o então presidente do banco de fomento Paulo Rabello de Castro já havia dito que a devolução dos R$ 130 bilhões neste ano seria “materialmente improvável”.

Dyogo Oliveira enfatizou que ao longos dos últimos três ou quatro anos o banco devolveu à União valor correspondente a 5% do PIB.

Para este ano, não há nenhum outro valor a ser devolvido. Mas o presidente do banco adiantou que “ainda pretendemos concluir o reescalonamento dos anos subsequentes”. O cronograma atual prevê pagamentos do BNDES ao Tesouro Nacional até 2060. Estes pagamentos são referentes a empréstimos feitos no passado pela União ao banco de fomento.

A devolução de recursos, neste ano, ajudará o governo a tentar cumprir a regra de ouro – que impede a emissão de títulos da dívida pública para financiar gastos correntes (como pagamento de salário de servidores, ou despesas do dia a dia dos ministérios). Esses valores podem ser usados apenas para redução da dívida pública, de modo que não implicam em novos gastos.

O presidente do BNDES conversou com jornalistas após participar de uma audiência pública, promovida em conjunto com o Tribunal de Contas da União, na qual foi aberta uma consulta pública para receber da sociedade contribuições sobre a transparência de informações do banco.

Dyogo Oliveira disse que a iniciativa marca uma nova fase do banco. “Acabou aquela época em que alguém podia falar que o BNDES era uma caixa-preta. A partir de hoje o BNDES é um banco totalmente transparente”, disse.

Até o dia 9 de setembro o BNDES irá receber, por meio de seu site, manifestações populares para poder aprimorar a transparência de suas operações.

“O banco está perguntando para a sociedade o que mais é necessário saber sobre as operações e as atividades do banco”, destacou Oliveira.

Durante a audiência, o banco de fomento apresentou a nova versão da plataforma BNDES Transparente, que concentra em um único painel informações consolidadas sobre as estatísticas sobre operações do banco.

Antes, a plataforma exibia as estatísticas separadamente em quatro painéis interativos distintos. Agora, é possível visualizar de modo integrado as consultas, enquadramentos, aprovações e desembolsos do banco com recortes por região, setor e subsetor econômico, tipo de operação (direta ou indireta) e produto financeiro.

Também foram adicionados à plataforma dados sobre porte dos clientes, instrumento financeiro, grau de inovação e status operacional (se ativa ou liquidada).

O banco destacou que a inclusão de novos filtros de pesquisas — por município, porte e natureza do cliente, subsetor, situação do contrato e forma de apoio (direta ou indireta) — “possibilita eficiência na busca pelas informações desejadas”.

 Fonte: G1
Imagem: Reprodução/Internet