Hoje (10.mar), no aniversário de 141 anos do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, os oficiais do 8º GB (Grupamento de Bombeiros) – que atende todo Grande ABC – celebram a criação de projeto que deve ser colocado em prática no segundo semestre e tem como objetivo levar informações sobre os primeiros socorros para escolas públicas e privadas.

Chamado de Bombeiros na Escola, o projeto vai contemplar 1.568 instituições, sendo 440 entre Santo André e São Caetano; 770 entre São Bernardo e Diadema; e 358 entre colégios de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. A ação é destinada a estudantes do ensino fundamental I (do 4º e 5º ano) e fundamental II (do 8º ao 9º) e tem como objetivo alertar os jovens sobre a prevenção de acidentes, tanto dentro quanto fora de casa, além de torná-los multiplicadores das informações, principalmente em situações de acidentes com botijão de gás, queimaduras com panelas, engasgamentos, cuidados com uso de cerol e diante de afogamentos.

“O intuito é que as crianças e os adolescentes consigam visualizar possíveis cenas do perigo. Além do botijão de gás, vamos conversar sobre os acidentes com o cabo de panela virado para fora do fogão, que pode causar queimaduras, alertar sobre os produtos de limpeza que muitas vezes ficam em fácil acesso para as crianças, entre outras ocorrências”, detalha o bombeiro educador de Santo André e São Caetano cabo Márcio de Souza.

Ele relata, com dados da ONG (Organização Não Governamental) Criança Segura de 2018, que o afogamento foi uma das principais ocorrências com crianças de zero a 14 anos naquele ano, registrando pelo menos 500 casos no Estado. “Durante todos esses anos percebemos que os problemas são os mesmos e que mesmo agora (durante a pandemia), que as crianças estão mais acompanhadas dos responsáveis, elas acabam ficando mais vulneráveis e as pessoas não deixaram de ir na praia ou usar piscina, então sempre é bom alertar contra os perigos”, comenta Souza.

O programa estava previsto para começar no ano passado, mas devido à pandemia e à suspensão das aulas presenciais a ação foi prorrogada para este ano. O projeto só é iniciado nas escolas depois que a instituição faça a adesão e consiga incluir na grade de aulas. Neste momento o Bombeiros na Escola funcionará em formato híbrido, ou seja, tanto presencial quanto on-line, com duração de quatro horas aula em cada turma, com dois ou quatro encontros. O projeto é gratuito e no fim das aulas os oficiais, acompanhados da mascote Faísca – um cachorro da raça dálmata –, farão entregas dos diplomas aos estudantes. Até o momento, segundo os oficiais, uma média de 60 escolas já mostraram interesse em aderir ao programa.

CONTATO
As escolas que desejam informações sobre o projeto devem entrar em contato com o e-mail marciodesouza@policiamilitar.sp.gov.br (Santo André e São Caetano); joaohin@policiamilitar.sp.gov.br (São Bernardo e Diadema); ou efilho@policiamilitar.sp.gov.br (Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra).

Fonte: DGABC

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