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Brasil adota dose única da vacina contra febre amarela

Da redação

O Ministério da Saúde passará, ainda neste mês, a adotar a dose única da vacina contra febre amarela para áreas em que a imunização é recomendada. Com a medida, o País segue orientação da Organização Mundial da Saúde. A OMS fez a mesma recomendação em 2014, mas o governo brasileiro consultou sociedades científicas e avaliou que os estudos ainda não eram suficientes para adotar a decisão da entidade.

O Ministério da Saúde está preparando a rede pública para um possível fracionamento das doses da vacina. Se adotada, a medida servirá para conter a expansão da doença nas regiões metropolitanas que precisarem de bloqueio. Esta estratégia é utilizada quando há aumento de casos de febre amarela silvestre de forma intensa, com risco de expansão da doença em cidades com elevado índice populacional.

O fracionamento já foi adotado no continente africano por recomendação da OMS e foi capaz de interromper a transmissão urbana da doença em 2016, quando 7,8 milhões de pessoas foram vacinadas na República Democrática do Congo.

Combate à doença

O Ministério da Saúde liberou, na última semana, R$ 19,2 milhões para intensificar as ações contra febre amarela em 526 cidades afetadas pela doença nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo. Além dos municípios, as Secretarias Estaduais de Saúde também irão receber o recurso. Os valores deverão ser aplicados em ações de prevenção na área de vigilância para a febre amarela.

Até a última quarta-feira (5), foram notificados cerca de 2 mil casos suspeitos de febre amarela silvestre. Desses, 450 continuam em investigação, 586 foram confirmados e 951 descartados. Do total, 282 evoluíram para óbito, sendo 190 confirmados, 49 em investigação e 43 descartados. Os últimos casos de febre amarela urbana ocorreram em 1942, no Acre.

*Informações Portal Brasil