Brasil registra entrada de US$ 5,9 bilhões no mês de julho

O ingresso de dólares no Brasil superou a retirada de recursos em US$ 5,902 bilhões no mês de julho, informou o Banco Central nesta quarta-feira (8).

Esse é o quarto mês seguido com entrada de dólares no Brasil. Em 2018, houve ingresso de divisas na economia brasileira em todos os meses, com exceção de março – quando US$ 3,940 bilhões foram retirados do país.

O ingresso de dólares se dá quando investidores enviam dinheiro ao Brasil para aplicações financeiras ou investimento em empresas, por exemplo.

O dólar sai quando esses investidores retiram recursos do Brasil e, normalmente, aplicam em outros países. Essas operações ocorrem por meio de remessas feitas por bancos contratados por esses investidores.

No acumulado deste ano, até 3 de agosto, o Banco Central informou que US$ 27,903 bilhões entraram na economia brasileira.

A entrada de dólares favoreceria, em tese, a queda da cotação da moeda norte-americana em relação ao real. Isso porque, com mais dólares no mercado, seu preço tenderia, teoricamente, a recuar.

Em julho, de fato, houve queda de 3,18% na cotação do dólar, no que foi o primeiro recuo mensal desde janeiro. Nos sete primeiros meses do ano, o dólar acumula alta de 13,27% sobre o real.

Segundo analistas de mercado, além do fluxo de dólares, outros fatores influenciam a cotação da moeda, como o cenário político interno e externo e o processo gradual de alta dos juros nos EUA, que tende a atrair capital para aquela economia.

Nesta quarta-feira, por exemplo, o dólar opera em queda, com os investidores ainda de olho na cena política e à espera de mais uma pesquisa de intenção de votos à Presidência, segundo a Reuters.

Outro fator que influencia a cotação do dólar são as operações de swap cambial, que funcionam como uma venda futura de dólares, ou de “swaps reversos”, que funcionam como uma compra de dólares no mercado futuro.

Nestas operações, o BC faz oferta de dólares para tentar controlar a cotação da moeda e impedir grandes oscilações. Além disso, essas operações servem para oferecer garantia (hedge) a empresas contra a valorização do moeda.

O Banco Central realiza, nesta sessão, leilão de até 4,8 mil swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares para rolagem do vencimento de setembro, no total de 5,255 bilhões de dólares. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

Fonte: G1

Imagem: Reprodução/Internet