Brasil vai repetir superávit comercial em 2018

A balança comercial do Brasil deve repetir em 2018 o resultado do ano passado, afirmou nesta quarta-feira (15) o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Jorge de Lima. Em 2017, as exportações brasileiras superaram as importações em US$ 67 bilhões, o melhor resultado desde 1989, início da série histórica do MDIC. Segundo Lima, nos 7 primeiros meses deste ano a corrente de comércio do país aumentou em quase 13% e “segue crescendo”.

“Os números reforçam que o caminho traçado está correto, mas ainda há muito o que fazer”, disse o ministro em discurso na abertura do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), realizado nesta quarta-feira (15) no Rio de Janeiro.

O ministro lembrou que, em 2017, o Brasil registrou o primeiro crescimento das exportações depois de 5 anos, com aumento de 18,5% das vendas externas, com destaque para produtos manufaturados.

“Ressalto que para cada 1 bilhão de produtos manufaturados exportados, estimamos o envolvimento de até 50 mil postos de trabalho”, destacou.

Ele acrescentou que as importações também tiveram, no ano passado, o primeiro crescimento após três anos “caracterizado pela aquisição saudável de insumos para a produção agrícola”.

Dentre os principais desafios para aumentar ainda mais o superávit comercial, Lima destacou a necessidade de melhorar o ambiente de negócio, estimulando ganhos de competitividade e reduzir os custos e prazos. Ele destacou que somente os tributos de trabalho e previdência que incidem sobre a produção brasileira encarecem em até 14% as operações no país.

O ministro defendeu a necessidade de se “estabelecer um elo permanente e duradouro entre e o desenvolvimento e o comércio exterior”, atuando na contramão do protecionismo adotado por alguns países. Lima disse que “o resultado de disputas comerciais como a que assistimos hoje pode ser nefasto, com consequências danosas a todos”.

“Em direção oposta ao protecionismo, o Brasil segue determinado a aumentar sua participação no comercio internacional por meio de negociações de novos acordos de comércio. Nos últimos dois anos, realizamos o posicionamento estratégico do nosso país com a retomada e o fortalecimento do diálogo com mais de 15 países, incluindo China, Estados Unidos e Argentina, os três maiores parceiros comerciais do nosso país”, destacou o ministro.

Lima destacou, ainda, que o principal empenho do país atualmente está na abertura de mercado com a União Europeia e com a Ásia.

“Estamos empenhados em concluir um acordo histórico de livre comércio com a União Europeia, o que demandará vontade política de ambos os blocos na busca de um acordo equilibrado. Também estamos avançando em negociações com Canadá, Índia e, mais recentemente, lançamos também negociações com a Coreia do sul e Singapura, porta de entrada para o grande mercado do sul asiático”, disse.

Segundo o ministro, “esse conjunto de negociações oferece a possibilidade de melhor acesso do Brasil a países que representam a metade do PIB mundial e a mais de 40% das exportações mundiais”. Ele enfatizou tratar-se de um mercado que consome “mais de 25 vezes do total de importações do Brasil atualmente”.

Fonte: G1

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