Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Somando a 18ª condenação, o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, foi condenado nesta quinta-feira (4) a mais 10 anos e 4 meses de prisão em regime fechado, por corrupção passiva. Com mais essa condenação, as penas do ex-governador chegam a 342 anos, 9 meses e 16 dias de prisão.

Na sentença, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal Federal,  reduziu a pena-base em um terço, devido à confissão dos crimes por Cabral. Nesse processo, o ex-governador foi condenado por admitir ter recebido propina da Construtora Oriente, para beneficiar a empresa em obras do governo do Estado, quando era governador.

“As circunstâncias em que se deram as práticas corruptas, além de envolver altas cifras, por vezes combinadas em sua própria residência e/ou na sede do Governo do Estado do Rio de Janeiro, são perturbadoras e revelam desprezo pelas instituições públicas. Além disso, a atividade criminosa do condenado mostrou-se apta à criação de um ambiente propício à propagação de práticas corruptas no seio da administração pública, pelo mau exemplo vindo da maior autoridade no âmbito do Estado”, escreveu o magistrado, que justificou não ter aplicado os benefícios estabelecidos no acordo de delação premiada do ex-governador, porque na decisão de homologação, o Supremo Tribunal Federal determinou que o  benefício não se aplicaria à ações penais em andamento.

Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, a propina paga pela Construtora Oriente correspondia a 1% do valor – chamada como taxa de oxigênio pelos investigados – dos contratos com o estado.

Os executivos da Construtora Oriente Alex Sardinha e Geraldo André foram sentenciados a 16 anos e 10 meses de prisão cada, pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa.

Alex Sardinha e Geraldo André, executivos da Construtora Oriente, foram sentenciados a 16 anos e 10 meses de prisão cada um, pelos crimes de organização criminosa e corrupção passiva.

Informações do site da CNN

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