Cavendish e Cachoeira ficarão atrás das grades

Image-1 (1)Da redação

O desembargador federal do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região), Paulo Espírito Santo, decidiu reconsiderar nesta quarta-feira (6) a decisão do também desembargador do TRF2 Ivan Athié. Na sexta-feira (1), ele havia convertido a prisão preventiva em domiciliar do contraventor Carlinhos Cachoeira, do dono da Delta, Fernando Cavendish, e dos outros três presos na Operação Saqueador, que investiga o desvio de R$ 370 milhões em contratos de obras públicas.

Com a nova decisão, os cinco presos permanecerão no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste, onde aguardavam desde o último sábado (2), a chegada de tornozeleiras eletrônicas para poderem ir para a prisão domiciliar.

O desembargador, que é presidente da 1ª Turma Especializada do TRF2, deferiu o pedido do MPF (Ministério Público Federal), que recorreu do habeas corpus, “mantendo na íntegra a prisão preventiva” de Cavendish, Cachoeira e dos empresários Adir Assad, Marcelo Abbud e Cláudio Abreu.

O MPF havia pedido a suspeição do desembargador, alegando que ele é amigo de Técio Lins e Silva, o mesmo advogado que defende Cavendish e que, em outra oportunidade, também atuou na defesa de Athié. O pedido, no entanto, nem chegou a ser julgado porque o próprio Athié se declarou impedido para o caso, dizendo que estava sofrendo muitas críticas.

Paulo Espirito Santo esclareceu que, como o relator do processo reconheceu estar impedido para julgar o caso, coube a reapreciação da liminar, “como requerido pelo MPF, ante a redistribuição do feito para novo relator”.

 

Antes da decisão, os advogados de Cavendish, Cachoeira e de Assad haviam informado que recorrerão ainda nesta quarta ao STF (Supremo Tribunal Federal), com um novo pedido de prisão domiciliar.