Ataque em Dallas foi o que mais matou policiais desde o 11 de Setembro

 

Da redação

_90338249_6452ec27-7bdf-48d2-8723-acb885fdb4c8Micah Xavier Johnson, de 25 anos, foi identificado pelas forças de segurança americanas como um dos franco-atiradores que participou do ataque que deixou cinco policiais mortos em Dallas, no Texas – outros sete oficiais e dois civis ficaram feridos.

Segundo a polícia americana, Johnson, que não tinha nenhum antecedente criminal nem vínculos com grupos extremistas, disse que “estava irritado com policiais assassinando negros e que queria matar pessoas brancas, especialmente agentes de segurança”.

Após uma negociação fracassada com policiais, houve uma troca de tiros, e o suspeito acabou morto pela explosão de um dispositivo que estava implantado em um robô.

Do subúrbio de Dallas, Johnson era um veterano das Forças Armadas – ele esteve em serviço até abril deste ano, conforme informou o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Sua habilidade para atirar a longa distância teria sido adquirida nos treinamentos com o Exército.

 

O ataque em Dallas foi o que mais matou agentes da lei americanos desde os atentados de 11 de Setembro. O site “Officer Down Memorial Page”, que compila dados sobre mortes de agentes de forças de segurança, afirma que 72 policiais morreram no ataque ao World Trade Center.

Neste ano, segundo o site, 53 agentes já morreram em serviço, 21 baleados – as vítimas de Dallas não estão incluídas. No ano passado, foram 130 agentes – uma queda em relação a 2014, quando 145 agentes foram mortos.

O presidente Barack Obama, que está visitando a Polônia, disse que foi um “ataque cruel, calculado e infame contra as forças que garantem a manutenção da ordem”.

Ele voltou a criticar a facilidade de acesso a armas nos EUA, dizendo que “quando as pessoas possuem armas tão poderosas, ataques como este se tornam mais mortais e mais trágicos”.

Mortes que “incitaram” o atentado

_90315795_2e24ad81-4b93-4475-9406-07dea6951c62Várias cidades tiveram protestos nas ruas – contra o que muitos veem como racismo por parte das forças policiais- do país – após as mortes, nesta semana, de Philando Catile e Alton Sterling, em dois incidentes separados, um em St Paul, Minnesota, outro em Baton Rouge, Louisiana.

Na quarta-feira, Philando Castile foi morto depois de ser parado por policiais enquanto dirigia. Já Alton Sterling foi morto por policiais em um estacionamento.

As duas mortes foram filmadas – uma delas transmitida ao vivo pelo Facebook – e geraram revolta em todo o país.