Confira entrevista com o Presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC

IMG_0024Da redação

Na última quarta-feira (08), o novo presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC, Joaquim Celso Freire Silva, foi o entrevista do J+. Confira a entrevista na íntegra:

Darcio Arruda – Em maio o professor Joaquim Celso Freire Silva, da Universidade Municipal de São Caetano do Sul, assumiu a presidência da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC.  Ele é o nosso convidado de hoje e eu começo essa entrevista perguntando: professor, como as universidades podem participar do processo de retomada do crescimento econômico da região?

Joaquim Celso Freire Silva – Então, se olharmos de maneira geral o mundo todo, qualquer parte do mundo, o desenvolvimento de uma região está muito intimamente ligado à presença de universidades fortes. O ABC tem universidades fortes. Então não tenho dúvida que as universidades têm muito o que contribuir para a retomada do crescimento da região como vem construindo e participando ao longo do tempo.  E eu vejo que essa contribuição se dá por aquilo que é o papel básico das universidades, na formação de técnicos capacitados nas áreas que a região demanda e o que as universidades fazem. Na questão da pesquisa nós estamos em um momento de crise, e quando estamos em um momento de crise não devemos esquecer que é um momento de oportunidades, de inovação e eu acho que as universidades em parceria com as empresas podem estar buscando nos seus laboratórios atuar na pesquisa para descobrir novas formas de tecnologia e também pelo processo de extensão estar presente trazendo aquele conhecimento e compartilhando conhecimento com a comunidade local.

DA – E como, de fato professor, acontece esse entrosamento entre a academia e a praticidade que vai ser aplicada para que haja realmente esse crescimento na prática?

JCFS – Então, hoje, por exemplo, eu acho que a Agência é um elo de ligação entre as universidades e as indústrias e a comunidade. A Agência de desenvolvimento dela, ela é composta pelo Consórcio que são as sete prefeituras, pelos sindicatos, pelas universidades, pelas associações comerciais e pelo pólo petroquímico. Então, a agência cria possibilidade das universidades estarem presentes dialogando com a comunidade, com as empresas e conhecendo as demandas, as reais demandas da região. Então eu vejo que a agência de desenvolvimento acaba se transformando no ponto adequado pra dar essa interação entre a universidade e a indústria. Nós não podemos esquecer que o “caminhar” da universidade é naturalmente mais lento do que é a demanda das empresas, mas é preciso dialogar, é preciso conversar, entender, buscar e a agência eu acho que é esse elo privilegiado.

DA – O senhor pelo jeito pretende ampliar este diálogo…

JCFS – Ah, certamente. A nossa presença lá eu acho que cria essa condição de a gente incentivar esse diálogo. No mandato passado da agência eu estava como vice-presidente do Rafael que era do Sindicato dos Metalúrgicos, e já começamos a trabalhar essa questão da relação do trabalho e do conhecimento, e demos continuidade agora com o prefeito Donisete que era o presidente, e eu o vice dele tendo que assumir agora nesse momento que ele teve que desincompatibilizar.

DA – Professor, qual ação imediata bem agora ainda no primeiro semestre que está quase no finzinho ou então uma ação para o segundo semestre logo no início dele?

JCFS – Hoje a agência está com dois projetos bacanas, interessantes, e que não envolvem só as universidades, mas os atores como um todo. Um deles aconteceu no mês de maio que foi um processo de incentivo à exportação por meio do APIEX, que é uma agência do Governo que fornece recursos para preparar os empresários, capacitar os empresários e abrir espaços externos para a exportação. Então nesse momento que o mercado interno é um mercado que está em crise, você tem que criar espaços de mercado externo e as universidades por exemplo podem participar desse processo ajudando na capacitação. Esse é um processo que a gente já inicia já.