Início Estilo de Vida Conheça os mitos sobre os benefícios do óleo de coco

Conheça os mitos sobre os benefícios do óleo de coco

 

Sociedades médicas brasileiras têm tentado desmistificar o falso milagre do óleo de coco. Recentemente, a Abran (Associação Brasileira de Nutrologia) se posicionou contra a prescrição do óleo como terapia para emagrecer. Antes, a Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) e a Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica) já haviam divulgado, em conjunto, um posicionamento contrário à utilização do óleo de coco para a perda de peso. As duas sociedades afirmavam que não havia qualquer evidência científica ou mecanismos fisiológicos para a associação entre o tão falado óleo e o emagrecimento.

De forma geral, o óleo de coco não possui ação antibacteriana. Os estudos foram realizados in vitro e não são conclusivos. Portanto, o produto não deve ser indicado para este fim. Da mesma forma, não há estudos que abordem o efeito do óleo na função cerebral ou evidência de uma ação protetora contra doenças neurodegenerativas.

Para Maria Edna de Melo, presidente da Abeso, o óleo de coco é só um modismo com apelo de produto natural. E a um preço alto: um pote de 200 ml custa cerca de R$ 20.

A presidente da Abeso se refere à questão das gorduras saturadas, nas quais o óleo de coco é rico e que, na literatura médica, são tradicionalmente associadas a uma maior chance de eventos cardiovasculares. Estudos feitos até o momento apontam para um aumento de colesterol (tanto o ‘ruim’, o LDL, quanto o ‘bom’, o HDL) associado ao consumo de óleo de coco.

Para quem está na dúvida de qual óleo usar,  um dos tipos de óleo em que há consenso em relação à saúde é o azeite de oliva, alvo de muitas pesquisas e associado à dieta mediterrânea.