CPTM adia obras de acessibilidade nas estações para 2020

Da redação

As obras de modernização das nove estações da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) em cinco das sete cidades do Grande ABC (São Bernardo e Diadema não estão na malha ferroviária) seguem lentamente. Na realidade, apenas uma parada da Linha 10-Turquesa teve os trabalhos (planejados desde 2012) iniciados: a Guapituba, em Mauá. Para piorar, o Estado estendeu para o ano de 2020 o prazo para conclusão das melhorias de acessibilidade em toda a região da Grande São Paulo.

As falhas na infraestrutura das paradas da CPTM motivaram a assinatura de TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) entre a Companhia e o MP (Ministério Público) em 2012. A promessa, naquela época, era de que todas as 91 estações estariam modernizadas até 2014, o que não ocorreu. O acordo foi renovado neste ano com a extensão do prazo para 2020.

Segundo informações dadas pela CPTM, o atraso resulta de tentativas de acordo junto ao governo federal para o custeio das reformas. Foi após a negativa da União, no mês de dezembro, em incluir o projeto do Estado no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Mobilidade que os trabalhos começaram a ser colocados em prática, com uso de recursos estaduais.

A promessa agora é de que algumas estações passem por obras de modernização a cada semestre. A primeira a ser beneficiada na região é a Guapituba, onde estão sendo implantados itens de acessibilidade, como plataforma elevatória, rampas, pisos e mapas táteis, com investimento de R$ 1,25 milhão. Mesmo com os trabalhos ainda no início, existe a expectativa de que as melhorias sejam concluídas ainda neste ano.

Cronograma

O cronograma estadual prevê a conclusão das obras nas estações Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra (R$ 2 milhões) ao fim do próximo semestre.

Falha na segurança

A falta de segurança em paradas da Linha 10-Turquesa da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que interliga as estações Brás e Rio Grande da Serra, acaba atrapalhando a rotina dos usuários deste sistema.

A média de dois agentes de segurança por estação, sendo um em cada plataforma, acaba facilitando fraudes nos bloqueios de acesso das paradas.

A falta de segurança  vai até as dependências das paradas, onde um ano atrás cinco pessoas foram assaltadas na Estação Utinga, em Santo André, o que acabou com um jovem de 20 baleado.

Sem manutenção

As noves estações da Linha 10-Turquesa da CPTM apresentam falhas estruturais devido à manutenção periódica praticamente inexistente, como problemas com banheiros malconservados e buracos em plataformas. Uma das piores situações está na Estação Ribeirão Pires, onde há, até mesmo, braço no telhado de uma das plataformas.

Em Rio Grande da Serra, o problema vem do fechamento de passarela, utilizado por usuários para fazer a travessia entre as plataformas.

Na Estação Santo André, os desníveis observados nos pisos das plataformas e as recorrentes goteiras em dias de chuvas são preocupantes.