Relator dá voto favorável à cassação de Cunha

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, durante entrevista coletiva, fala sobre regra para aposentadoria (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Da redação

Foi apresentado nesta quarta-feira (1º), parecer favorável à cassação do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acusado de quebra de decoro parlamentar por ter omitido contas na Suíça e por suspeita de recebimento de propina ligada ao esquema do petrolão.

Cunha foi acusado de omitir a existência de contas na Suíça – usadas para o recebimento de propina ligada ao esquema de corrupção na Petrobras. O deputado e relator da Comissão de Ética, Marcos Rogério (DEM-RO), afirma que Cunha mentiu quando negou ter contas no exterior, e também quando afirmou não ter recebido propina ligada ao esquema.

Em março de 2015, Cunha afirmou à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras não possuir “qualquer tipo de conta” no exterior. Posteriormente, a Procuradoria-Geral da República confirmou a existência de contas na Suíça ligadas a Cunha e sua família.

Em seu texto Rogério embasou-se no do Código de Ética que pune com a perda do mandato “omitir intencionalmente informação relevante”. Dessa forma, Cunha deveria ter o mandato cassado por ter supostamente mentido.