Debate acalorado faz vereador renunciar salário e ainda anunciar pedido de CPI

Os debates na Câmara Municipal de Mauá têm sido bem acalorados, e na última terça-feira (06/11) não foi diferente. O vereador conhecido como Samuel “Enfermeiro” (PSB), usou a tribuna para renunciar seu salário, carro oficial e celular corporativo – bens oferecidos pelo poder Legislativo.

Tudo isso decorrente do seu descontentamento com o governo do seu colega de partido Átila Jacomussi. Defensor da bandeira da Saúde, o vereador alegou estar insatisfeito com o descaso do poder público com o Hospital Nardini, entre outros equipamentos geridos pela Fundação ABC.

Samuel ainda afirmou que na próxima sessão irá protocolar um requerimento para uma possível CPI da Saúde no município. Questionado sobre a legalidade da sua renúncia, o pessebista afirmou que “decidiu tudo no momento da sessão e não havia consultado nenhum advogado para a devolução do salário entre outros”. Segundo ele, seu único objetivo será de ajudar o município que “vem passando por dificuldades”.

Em relação a CPI , o vereador não havia conversado com nenhum dos colegas para solicitar apoio. Já Israel Aleixo, articulador do prefeito na Câmara Municipal, informou que na manhã que antecedeu a sessão em questão, houve uma reunião com os vereadores e Samuel não comunicou nada sobre seu descontentamento, causando surpresa em todos os colegas da casa.

Aleixo também pontuou que irá conversar com o vereador para tentar entender a atitude na tribuna, uma vez que ocorreu também um embate com o vereador Professor Betinho (PSDC), onde foi citada uma possível reclamação na Comissão de Ética da casa. Samuel usou a tribuna novamente para se desculpar com o colega.

A sessão do Legislativo Mauaense também foi marcada pela falta de acordo entre os vereadores e o governo. Os projetos do Executivo não entraram na pauta da Casa. Resta saber o que está acontecendo entre o governo do prefeito Átila Jacomussi e a Câmara Municipal. Segundo a jornalista Gabi Tricanico, os boatos de bastidor dão conta de que a eleição para a presidência da Casa vem aflorando os ânimos e dividindo os vereadores em grupos, o que demonstra enfraquecimento do Executivo.

Admir Jacomussi (PRP), presidente casa,  informou sobre a alteração da Lei Orgânica do município que prevê para 120 dias o afastamento do prefeito, por motivos particulares. Atualmente a ausência é permitida por até 30 dias. Na próxima terça-feira haverá uma sessão extraordinária, às 10 horas, para discutir o orçamento do exercício de 2019