Demitido da CBF, Gilmar Rinaldi cogita abandonar o futebol

Gilmar caiu do cargo de coordenador de seleções da CBF em 14 de junho
Gilmar caiu do cargo de coordenador de seleções da CBF em 14 de junho

Duas semanas após ser demitido da CBF, Gilmar Rinaldi quer distância do futebol. “Preciso descansar. Estou indo viajar nos próximos dias para os Estados Unidos, onde encontrarei minha filha. Na volta, vou cuidar da minha casa em Ilhabela. Depois de tudo isso, verei o que fazer.”

Coordenador de seleções da CBF durante a Era Dunga, de 2014 a 2016, Rinaldi já tem algumas decisões tomadas. “Nunca mais serei empresário de futebol. Eu já havia definido que abandonaria essa profissão antes mesmo de ir para a CBF. Não vai ser agora que vou mudar.”

Decepcionado com a interrupção do trabalho às vésperas da Olimpíada do Rio, Rinaldi ainda não quer falar da eliminação na primeira fase da Copa América Centenário. “Prefiro deixar para depois. Vou dar um tempo do futebol”, justifica-se.

A possibilidade de dar sequência a cargos como diretor, coordenador ou gerente não está descartada. “Mas não quero pensar nisso agora. Talvez, vá cuidar das minhas coisas fora dos campos. Tenho alguns imóveis que são meus, além de outros negócios que precisam de bastante atenção”, acrescenta Rinaldi.

Demissões caras:
A CBF vai desembolsar cerca de R$ 6 milhões com as dispensas de Dunga e Gilmar Rinaldi. O técnico levará R$ 4 milhões, enquanto o coordenador terá direito a R$ 2 milhões.