Dia Mundial de Combate à Hepatite; Conheça as formas de transmissões e tratamentos

Da redação

figadoNo Dia Mundial de Combate às Hepatites Virais, celebrado hoje, especialistas alertam: a doença que atinge o fígado, muitas vezes, só apresenta sintomas em estágio avançado. Pelo silêncio, poucos infectados sabem que tem. Segundo o Ministério da Saúde, milhões de brasileiros estão contaminados pelas hepatites B ou C, as mais graves, sem conhecimento.

Quanto antes iniciado o tratamento, maiores as chances de eliminação total do vírus. O contágio é feito de duas formas. Nos tipos A e E, através de transmissão fecal-oral, relacionada a más condições de saneamento básico, e, nos tipos B, C e D, por via sanguínea e secreções corporais.

Após hepatite tipo A, o indivíduo pode eliminar o vírus do organismo, muitas vezes sem saber que teve a doença. Já as dos tipos B, C e D podem apresentar tanto formas agudas, quanto crônicas, quando a doença persiste por mais de seis meses.

Para tratar formas agudas, é necessário repouso, hidratação, boa alimentação e não ingestão de bebidas alcoólicas. Já formas crônicas, são usadas medicações e drogas antivirais. O transplante hepático acontece em casos graves.

A melhor forma de prevenção contra os tipos A e B é a vacina, eficaz em cerca de 95% dos casos, diz o médico. Não há vacina contra o tipo C.

Desde 2015, o medicamento a base para tratar a hepatite C foi incorporado pelo SUS. Ele tem taxa de cura de 90%, maior que a de todos os tratamentos usados até o momento.