O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), divulgou uma nota afirmando que “radicais negacionistas” estão questionando a eficácia da vacina Coronavac e fazendo ameaças contra ele e sua família.

“Estes fanáticos e extremistas aumentaram o tom das agressões a mim e ao governo de São Paulo. Infelizmente, porém, as ameaças se estendem agora à minha família: minha esposa, Bia, e aos nossos filhos”, disse.

Segundo Doria, as ameaças “partem de pessoas sem limites, guiadas por uma cegueira destrutiva, pelo ódio, pelo fanatismo sem precedentes”.

O governador disse também que tem sido alvo de “seguidas importunações, xingamentos e ameaças desses extremistas”, em frente à sua residência.

Veja a íntegra da nota divulgada pelo governador de São Paulo:

MEU REPÚDIO AOS EXTREMISTAS

A eficácia da vacina do Butantan, a defesa intransigente da vida e a adoção de medidas emergenciais para evitar o colapso na saúde de São Paulo elevaram o ódio e o desespero dos radicais negacionistas. Eles integram grupos cada vez menores. Mas, perigosamente violentos. Nas últimas semanas, estes fanáticos e extremistas aumentaram o tom das agressões a mim e ao governo de São Paulo.

Infelizmente, porém, as ameaças se estendem agora à minha família: minha esposa, Bia, e aos nossos filhos. Elas partem de pessoas sem limites, guiadas por uma cegueira destrutiva, pelo ódio, pelo fanatismo sem precedentes. As seguidas importunações, xingamentos e ameaças desses extremistas, em frente à minha residência, prejudicam também nossos vizinhos, afetando-lhes a paz, a segurança e o direito de ir e vir.

A luta pela saúde e pela vida dos brasileiros de São Paulo exige repúdio aos ditadores. Conheço os males do radicalismo político. Ainda criança, fui obrigado pela ditadura a ir para o exílio, após meu pai ser um dos primeiros cassados pelo golpe militar de 1964. Impedir alguém de viver no seu próprio país, por discordância de opiniões, é um dos grandes crimes das ditaduras. Impedir alguém de permanecer em segurança, na sua própria casa, é o crime pelo qual os radicais do momento responderão, na justiça, com os instrumentos do Estado Democrático de Direito.

O Brasil precisa de paz, união e vacinas para vencer a pandemia e a crise econômica.

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