Especialistas alertam para cuidados com procedimentos estéticos

Com as mortes de mulheres após se submeterem a procedimentos estéticos no Rio, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPC) e entidades médicas alertam para os cuidados que devem ser tomados na hora de decidir fazer um tratamento estético ou uma cirurgia plástica e evitar pessoas que atuam de forma irregular e clandestina.

Silicone

O único silicone autorizado para aplicação no corpo é o de grau médico – que é envolto em cápsulas de revestimento, os chamados implantes de silicone. O silicone industrial é proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por causar danos à saúde. O produto se espalha facilmente pelo organismo.

Já o polimetilmetacrilato (PMMA), componente plástico (em formato de gel), pode ser usado para o preenchimento cutâneo de pequenas áreas do corpo. De acordo com a Anvisa, só pode ser aplicado por médico treinado. E cabe ao médico definir a quantidade para cada paciente.

Apesar de oferecer possibilidade menor de migrar pelo corpo, apresenta também risco à saúde, segundo Maranhão.

Para tratamento na região glútea, o cirurgião plástico destaca o implante de silicone ou a lipoescultura como procedimentos mais adequados.

Formação

A recomendação é procurar um profissional qualificado em tratamentos estéticos, como cirurgião plástico. Para atuar nessa área, é exigido formação de seis anos na faculdade, dois anos em cirurgia geral e três anos em cirurgia plástica.

No site da SBCP, consta o nome de todos os cirurgiões plásticos cadastrados no Brasil, com formação reconhecida.

O presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj), Nelson Nahon, recomenda, que antes de fazer qualquer procedimento médico, o paciente verifique: se o profissional é médico registrado, qual a especialidade, titulação e local onde opera. Essas informações estão disponíveis na página do Cremerj na internet.

Caso o profissional não seja médico, deve ser denunciado à polícia.

Relação médico e paciente

O diretor Leandro Pereira ressaltou que o paciente deve ter uma boa relação com o médico para que todas as dúvidas sobre o resultado do procedimento ou possíveis complicações sejam esclarecidas.

Fonte: Agência Brasil