Sete Brasil confirma que dividia propina com PT e Duque

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João Carlos Ferraz

Da redação

Ex-diretor presidente da Sete Brasil, João Carlos Ferraz – réu e delator na Operação Lava-Jato, confirmou em depoimento prestado na última terça-feira (19), ao juiz federal Sergio Moro, em Curitiba, que dividia propina cobrada de estaleiros contratados pela empresa com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, com o ex-diretor da Petrobras Renato Duque e, ainda com os também ex-diretores da Sete Pedro Barusco e Eduardo Musa.

Segundo Ferraz, a propina total correspondia a 0,9% dos contratos firmados pela Sete com os estaleiros, como Jurong, Keppel Fels e Atlântico Sul. Dois terços do dinheiro eram pagos ao PT, via Vaccari. O restante era dividido entre o que eles chamavam de “Casa 1” (diretoria da Petrobras, via Duque) e “Casa 2” (ele, Barusco e Musa).

Ferraz não soube precisar, mas calcula que recebeu entre US$ 1 milhão e US$ 2 milhões do esquema num banco na Suíça, valores, disse, depositados por um representante do Jurong.