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Fotos de passagens em redes sociais podem ser bem perigosas

Da redação

Prática corriqueira e, de certa forma, inocente, postar fotos de passagens aéreas para contar aos amigos que está indo para outro país no Instagram, Facebook, Snapchat ou Twitter pode colocar em risco seus dados pessoais e dar acesso a suas informações e detalhes da viagem a criminosos. A partir de uma busca por hashtag na rede social de fotos e vídeos é possível encontrar diversas fotos com passagens aéreas, registradas em aeroportos do mundo inteiro, inclusive no Brasil. O que pouca gente sabe é que ali há dados como senhas e códigos de barra que permitem usar brechas para cometer abusos.

O “hack”, na verdade, é algo bem simples e pode ser feito por qualquer pessoa, mesmo alguém que não seja um exímio hacker ou tenha habilidades de programação. Tudo ocorre por conta de dados pessoais e que, em teoria, deveriam ser secretos, impressos nas passagens e etiquetas de bagagem.

Trata-se de um sistema universal utilizado por diversas empresas operadoras de viagem, companhias aéreas e agências de turismo para verificar voos, trajetos, ter certeza de que não há assentos vendidos em duplicidade por engano, entre outros pormenores. Há “apenas” cerca de 20 GDS no mundo todo, o que facilita o processo para os malfeitores — que conseguem dominar os 20 tipos de sistema.

Os GDS são acessados por uma série de pessoas em empresas aéreas ou em negócios relacionados. Operadores de voo, tripulação, vendedores online e até mesmo quem trabalha no despache de bagagens pode acessar o sistema. Além disso, ele contém todo o tipo de informação pessoal dos passageiros, como nome, data de nascimento, passaporte, destino e origem, e cartão de crédito.

*Informações IG