Ganso pede à diretoria do São Paulo para ser vendido ao Sevilla

Meia se recupera de lesão e é dúvida para quarta (Miguel Schincariol/Gazeta Press)
Meia se recupera de lesão e é dúvida para quarta (Miguel Schincariol/Gazeta Press)

A proposta do Sevilla para contratar Paulo Henrique Ganso balançou o meia são-paulino. Neste fim de semana, em meio às sessões de fisioterapia, o camisa 10 procurou um dirigente são-paulino para dizer que gostaria de ser negociado com o clube espanhol após a participação na Taça Libertadores.

O Sevilla já ofereceu R$ 25,3 milhões por 100% dos direitos econômicos de Ganso – o São Paulo detém apenas 32%, enquanto o restante pertence ao grupo DIS. A proposta foi rejeitada na mesma hora pelo Tricolor, que considera o valor baixo.

Para justificar a vontade de sair, o meia citou o antigo sonho de atuar na Europa e o fato de Jorge Sampaoli ter solicitado sua contratação. O técnico argentino, que fez sucesso à frente da seleção chilena, assumiu há uma semana o Sevilla e colocou o brasileiro como uma de suas prioridades para a temporada 2016-2017.

A intenção de Ganso já chegou aos ouvidos do presidente são-paulino Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. A primeira reação do dirigente foi de preocupação. Leco não tem qualquer vontade de perder seu jogador mais criativo no meio-campo e considera o valor da venda baixo: o Tricolor teria direito a aproximadamente R$ 8 milhões.

A ideia de Leco é prorrogar o vínculo de Ganso, que termina em setembro do ano que vem. O São Paulo, inclusive, já fez uma oferta para extensão do vínculo, com direito a um aumento salarial: de R$ 300 mil por mês para R$ 400 mil. O jogador não aceitou.

O interesse do Sevilla em Ganso é antigo. E é aí que reside um dos problemas do São Paulo na negociação. Caso não venda o atleta agora, o time paulista pode ver Ganso sair de graça em um ano – ele poderia assinar um pré-contrato com os espanhóis a partir de março de 2017.