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Gestão anterior deixa dívida de R$1,2 bilhão em São Bernardo

Da redação

A atual gestão da Prefeitura de São Bernardo apresentou na última quinta-feira (26) um novo balanço financeiro do município, que além de constatar aumento de R$ 143,4 milhões para R$ 196 milhões em restos a pagar, deixados pelo anterior, revela também um grave endividamento do município, provocado entre os anos de 2009 e 2016, que fizeram a dívida consolidada do município saltar de R$ 289 milhões para R$ 1,2 bilhão.

Os números foram apresentados pelo prefeito, Orlando Morando, pelo titular de Finanças, José Luiz Gavinelli, e pelo secretário de Administração, Paulo Pinheiro, que em 2008 era o responsável por Finanças do município.

Em amplo levantamento elaborado, a atual administração certificou um aumento exorbitante de dívidas em outras áreas. Em 2008, o passivo com precatórios judiciais do município somava R$ 95,6 milhões. Hoje, o montante está em R$ 143,5 milhões. Outro fator é com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. A Prefeitura devia R$ 19,7 milhões há nove anos. A antiga gestão abriu rombo de R$ 121,5 milhões com a empresa estadual.

Além do forte endividamento deixado para o atual governo, a gestão anterior em São Bernardo deixou os cofres vazios. A disponibilidade financeira da administração com os bancos mostra um saldo de R$ 2,9 milhões para investimentos, pouco mais de 1% do montante a pagar. Quando o antigo governo iniciou sua gestão na cidade, o extrato bancário era positivo em R$ 84,9 milhões.

Os problemas financeiros da antiga gestão também foram na arrecadação. A dívida ativa do município era de R$ 1,5 bilhão em 2009. A atual administração herdou com um montante R$ 3,9 bilhões. Ou seja, o governo antecessor registrou pouca efetividade na cobrança de passivos pelo município. Além disso, o atual cenário inviabilizou novos créditos da Prefeitura com bancos, na busca por captação de recursos.