Governo irá manter o horário de verão a partir de 15 de outubro

Da redação

O governo decidiu prosseguir com o horário de verão em 2017. A medida foi confirmada ontem (25) pelo Ministério de Minas e Energia. Com isso, moradores das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste deverão adiantar seus relógios em 1 hora a partir do dia 15 de outubro.

Na última semana, o fim do horário de verão chegou a ser discutido pelo governo, após pesquisas mostrarem pequena efetividade da medida, uma vez que houve mudanças nos hábitos de consumo de energia. Segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), é a temperatura quem determina o maior ou menor consumo de energia, e não a incidência de luz durante o dia, levando os picos de consumo, que ocorriam entre 17h e 20h, serem agora entre 14h e 15h. O ONS aponta que no horário de verão praticado em 2016/2017 a economia foi de R$ 159,5 milhões, valor abaixo período de 2015/2016, que foi de R$ 162 milhões.

Chuvas

A diminuição das chuvas e o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas este ano foi motivo de discussão do governo em manter ou não o horário de verão. Mesmo descartando o acionamento das usinas termelétricas, devido ao custo acima do preço da energia no mercado à vista, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) autorizou aumento da importação de energia da Argentina e do Uruguai e uma campanha de estímulo à economia de energia.

Além disso, espera-se que, em outubro, o governo passe a cobrar a bandeira vermelha, possivelmente na faixa dois. Atualmente, está em prática a tarifa amarela na cobrança da conta de luz. Ela representa um acréscimo de R$ 2 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Com a tarifa vermelha, o preço de energia passa a ter um acréscimo de R$ 3 por 100 kWh. No caso do patamar dois, esse valor seria maior: R$ 3,50 a cada 100 kWh consumidos.