I’ll never fall in love again … Prometo!

Esta semana falaremos um pouco de uma outra experiência fantástica que tivemos na Terra de Tio Sam. A Voz da América (VOA) rádio em que eu trabalhava, tinha aprovado um projeto apresentado por nós no qual, juntamente com a Rádio Bandeirantes de São Paulo AM, passaríamos a transmitir todos os sábados, direto de Washington – via satélite para o Brasil, uma programação na base de uma JOINT VENTURE, onde teríamos uma pauta falando do modo de vida norte-americano e notícias internacionais.
Tive inclusive que bolar uma saída para a sigla USA nome que queriam para o programa, então resolvi usar “UM SÁBADO ALEGRE” (USA) deu na mesma e eles aceitaram.
O bom da história é que viajamos o país inteiro em busca de fatos e entrevistas, como por exemplo o Festival de música country de NASHVILLE, no estado do Tennesse, que focalizaremos num futuro próximo.
Bem, to take a short cut … programa no ar e aquela necessidade de procurar, garimpar convidados e fatos interessantes. De repente, a produção descolou que uma cantora muito famosa (naquela época ela era um “MUST”), estava bem pertinho de Washington, em Georgetown, mais precisamente no Hotel Four Seasons, e que já haviam contatado o secretário da cantora.
Me passaram um horário para lá estar e lá fui eu pensando ser uma COLETIVA, claro! Passei no almoxarifado, peguei meu aparato de gravação e me mandei, pois estava quase em cima da hora, ainda bem que o local eu conhecia bem, pois estava cursando a Georgetown University relativamente perto do Hotel.
Georgetown é uma espécie de rua Augusta (dos bons tempos) misturada com EMBU das Artes, salpicada de boutiques de marcas famosas e restaurantes, cantinas e bistrôs internacionais. Ao chegar no lobby do Four Seasons achei estranho, muito estranho, não havia jornalista nenhum para a tal coletiva. Me identifiquei na front desk e me pediram para aguardar um pouco. Logo ouço alguém dizer… Mr. ARRUDA! Follow me, please… Respondi prontamente, OK! Ainda estou pensando que a coletiva era em outro lugar, mas não!
Pegamos um elevador que nos levou ao roof e após um longo corredor, paramos em frente a porta de uma suíte, na qual estava escrito o nome dela…toquei a campainha a mando do acompanhante (fizeram de propósito) e quem abriu a porta? DIONNE WARWICK!!! A GRANDE LADY DA POP MUSIC norte-americana.
ImageMuito gentil me convidou para entrar, sentar num confortável sofá, no qual ela também sentou e passamos alguns agradáveis minutos entrevistando esta artista, simples e maravilhosa. Pois é, e assim aconteceu o encontro de um repórter pego de surpresa e a grande estrela da Pop Music Norte-americana.