Inquérito de estupro coletivo no Rio termina com sete indiciados

delegada_valeDa redação

A Polícia Civil divulgou nesta sexta-feira (17), o resultado das perícias do caso da jovem de 16 anos que foi vítima de estupro coletivo no Morro da Barão, na Zona Oeste do Rio. O inquérito foi concluído com sete pessoas indiciadas.

Segundo a delegada Cristiana Bento, o celular de Raí de Souza, 22 anos, era uma das principais fontes da investigação realizada pela DCAV (Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima). Raí é um dos três suspeitos que estão presos pelo crime.

Os indiciados por estupro de vulnerável são: Rai de Souza (que também gravou e transmitiu o vídeo), Raphael Duarte Belo (que fez uma selfie e transmitiu o vídeo), Moisés Camilo de Lucena, (conhecido como Canário, um dos traficantes do Morro da Barão), um homem conhecido como Perninha (que filmou), e Sergio Luiz da Silva Da russa (chefe do Morro da Barão). Outros dois serão indiciados por divulgação das imagens: Michel Brasil da Silva e Marcelo Miranda.

Conheça o caso
De acordo com o que se sabe até agora, a adolescente saiu de um baile funk com Raí, o jogador de futebol Lucas Perdomo, e mais uma garota, às 7h da manhã de sábado (21/05). Na festa, eles teriam feito uso de bebidas alcoólicas, maconha e cheirinho da loló (entorpecente feito com clorofórmio e éter). Os quatro foram a uma casa abandonada da comunidade do Morro do Barão.

Às 10h do mesmo dia, Raí, Lucas e a outra menina decidiram sair do local, deixando para trás a menor, que ainda está sob o efeito de drogas.

Às 11h, a menina teria sido encontrada desacordada pelo traficante Moisés Camilo de Lucena, conhecido como Canário, de 28 anos. O homem pegou a jovem e a levou para outra casa. Ele teria sido o primeiro a estuprá-la.

As investigações apontam que a adolescente foi estuprada, no mínimo, duas vezes: no sábado pela manhã e no domingo, à noite. Os policiais acreditam que o número de envolvidos no crime possa ser maior.

Quando a jovem foi violentada na noite de domingo, Raí chegou em uma casa da comunidade acompanhado de Raphael Duarte Belo, de 41 anos, e de um homem identificado como Jefinho. Neste segundo momento, eles abusaram da adolescente, gravaram vídeos e tiraram fotos.