Foto: REUTERS

O início do julgamento do policial Derek Chauvin, acusado de assassinar George Floyd no ano passado nos Estados Unidos, foi adiado desta segunda-feira (8) para terça-feira (9).

Contra ele pesam três acusações: homicídio doloso, culposo e um terceiro tipo de figura jurídica que existe em poucos estados do país: o assassinato em terceiro grau – algo equivalente a dar um tiro em uma multidão e sem querer matar alguém, por exemplo.

O juiz do caso dispensou essa terceira acusação, considerando que não se aplica ao caso, mas uma corte de apelação levantou a dúvida. A escolha do juri, composto por 16 pessoas – 12 jurados e quatro suplentes -, a princípio, será retomada nesta terça-feira (9).

No entanto, a seleção é difícil, pois, teoricamente, é necessário que as pessoas nunca tenham ouvido falar do caso. Um questionário de 16 páginas foi distribuído em dezembro para saber se os escolhidos são imparciais.

Um esquema de segurança foi montado em volta do tribunal, com duas cercas de arame farpado, 2 mil homens da guarda nacional e 1.100 policiais dos municípios vizinhos.

George Floyd foi assassinado em 25 de maio do ano passado, quando foi desarmado, algemado e colocado com o rosto para baixo em uma rua de Minneapolis enquanto o policial branco ficou ajoelhado sobre seu pescoço colocando todo o peso de seu corpo por 9 minutos, mesmo com gritos de pessoas que alertavam que Floyd estava morrendo.

O vídeo do assassinato gerou revolta e os protestos de Minneapolis espalharam-se para outras cidades.

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