Membro de grupo no WhatsApp é condenado a pagar R$ 40 mil. Entenda o motivo

Muitas pessoas têm o costume de printar algumas conversas do WhatsApp e enviar para usuários do aplicativo ou até mesmo postar em outras redes sociais, porém essa atitude é mais perigosa do que parece. A Justiça do Paraná condenou um homem por danos morais após o mesmo ter divulgado conversas de um grupo nas redes sociais, agora o membro terá que pagar R$ 40 mil.

O caso envolve Bruno Kafka, ex-funcionário do Coritiba, e mais oito membros da diretoria do clube de futebol. Todos estavam em um grupo do WhatsApp intitulado “Indomáááááável F.C”, onde trocavam mensagens sobre os mais variados assuntos, desde coisas mais sérias até piadas, brincadeiras e comentários maldosos, de acordo com o processo.

Em 2015, Bruno divulgou algumas dessas mensagens, por meio de fotos e prints, nas redes sociais e também na imprensa. O resultado? Uma grave crise institucional no clube.

Ainda segundo o processo, a acusação relatou que o grupo foi criado para facilitar a comunicação e que os integrantes desenvolveram uma “estreita relação de companheirismo e amizade”, situação confirmada por sete dos nove participantes, que afirmaram que eram amigos há mais de dez anos.

Em contrapartida, a defesa argumentou que o ex-funcionário do clube não detinha qualquer relação de amizade com os demais integrantes do grupo e que ele foi adicionado para participar mais de perto das “estratégias políticas e profissionais do clube”. Dessa forma, não tinha qualquer dever de confidencialidade nas mensagens trocadas.

Diante do caso e da polêmica, o juiz James Hamilton de Oliveira Macedo, responsável pela decisão, considerou que a prática do integrante não foi correta e o condenou a pagar indenização por danos morais no valor de R$5.000 para cada um dos integrantes do grupo envolvidos na ação.

Para o juiz, a conversa dentro do WhatsApp é privada e o conteúdo deve ser preservado apenas entre os integrantes do grupo. Além do mais, a divulgação das mensagens teve impacto na vida dos envolvidos, sendo que na época dois foram demitidos do clube.

Bruno Kafka ainda irá recorrer da decisão.

Outro caso

Uma outra decisão judicial envolvendo práticas no WhatsApp também ganhou repercussão recentemente. Em maio, a Justiça de São Paulo condenou uma garota, administradora de um grupo, a pagar R$3.000 a integrantes que foram xingados durante uma conversa.

Segundo a decisão, a jovem deveria ter agido como moderadora da discussão e excluído os infratores.

Informações: UOL