‘Minha cabeça está um trevo’, diz artilheiro da Série B, sobre interesse de Corinthians e Palmeiras

Gustavo tem 11 gols na Segundona, um a mais do que o vascaíno Nenê
Gustavo tem 11 gols na Segundona, um a mais do que o vascaíno Nenê

Meses atrás, o atacante Gustavo não era nem relacionado para os jogos do Criciúma. Hoje, é titular absoluto do time, artilheiro da Série B e tem propostas oficiais de Corinthians e Palmeiras. Por telefone, o jogador de 22 anos admitiu ao Blog que está aflito com a situação. Natural de Registro, em São Paulo, ele revelou ter boa parte da família formada por corintianos. “Mas também tenho uns tios palmeirenses”, explica o atacante, que tem 11 gols na Segundona.

BLOG: Como é para você saber que Corinthians e Palmeiras o querem?
GUSTAVO: Estou muito feliz de saber desse interesse. É sinal de que meu trabalho aqui está sendo reconhecido. Agora, preciso trabalhar para continuar focado, senão paro de fazer gol e não vai ter mais time interessado.

Mas dá para manter o foco sabendo que dois times que brigam pelo título do Brasileiro negociam sua contratação?
Até pedi para meu pai vir a Criciúma, porque minha cabeça está um trevo. Com ele por aqui, fica mais fácil pensar apenas em jogar. Ele também já foi jogador e só parou porque minha irmã nasceu morta, então, ele abandonou a carreira para ficar perto da minha mãe.

Você prefere jogar no Palmeiras ou no Corinthians?
Boa parte da minha família é corintiana. Seria a realização de um sonho deles se houvesse acordo com o Corinthians, mas também tenho uns tios palmeirenses, então, certamente eu deixaria alguém da minha família feliz.

Acha que vai dar negócio?
Meu empresário está em São Paulo para tentar resolver. Eu tenho muita vontade de que alguma das duas possibilidades de certo. Mas evito de ficar perguntando, para não me perder.

Você iniciou o ano na reserva no Criciúma. Como explica essa virada na carreira?
Voltei de Portugal

(ele esteve emprestado ao Nacional no ano passado) mas confiante e experiente, mas o pessoal do Criciúma não queria me utilizar. Eles pretendiam me emprestar para o Cruzeiro-RS ou para um time da segunda divisão do Gauchão. Eu não aceitei e fiquei esperando uma chance.

E como virou titular?
Foi na reta final do Campeonato Catarinense. O atacante titular machucou, o reserva também teve um problema com a diretoria e passei a jogar. Fiz seis gols em 11 jogos no Catarinense e mais 11 gols em 18 jogos na Série B.

Para os palmeirenses e corintianos que não o conhecem, como se descreve?
Sou um atacante de área, que marcou a maioria dos gols na Série B de cabeça. Mas também sei me virar com os pés.

Quem é seu ídolo no futebol?
Sempre fui muito fã do Ronaldo Fenômeno. Procuro repetir os movimentos dele dentro de campo.