Ministro lida com ameaça terrorista

Raul-JungmannDa redação

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, sugeriu que, o Brasil crie uma entidade ou autarquia que centralize as ações de contraterrorismo, e atue tanto dentro como fora do país.

A afirmação ocorre dias após o governo anunciar a prisão de 12 suspeitos de formar um grupo para jurar lealdade ao autoproclamado Estado Islâmico e iniciar atos preparatórios para um atentado durante a Olimpíada.

Se por um lado alguns afirmam que a medida ajudaria o país a obter informações mais confiáveis, outros classificam a ideia como exagerada ou autoritária e argumentam falta de recursos.

Na prática, ter um órgão de inteligência voltado também para a atuação fora do território brasileiro significa que o país deixaria, em tese, de ser dependente apenas de informações fornecidas por agências de outras nações – que podem ser filtradas de acordo com interesses geopolíticos.

Durante a Olimpíada, porém, a cooperação deve ser total – pois as delegações estrangeiras são alvos potenciais. Segundo Jungmann, as inteligências do Brasil e dos Estados Unidos estão trabalhando “a quatro mãos”.