1 milhão de famílias caíram de classe social no último ano

Imagem EconomiaDa redação
O estudo da Abep (Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa) indicou que desde 2015 a classe que abrange as famílias com renda média de R$ 4,9 mil (classe B2) perdeu cerca de 533 mil domicílios. Já a chamada classe C1 apresentou um decréscimo de 456 mil famílias.
Em paralelo, as classes mais baixas também ganharam reforço. Entre as famílias que têm renda média de R$1,6 mil – a C2, houve um aumento de 653,6 mil domicílios. Enquanto 260 mil famílias passaram a fazer parte das classes D e E, com média de R$768.
Percentualmente esse acréscimo é pequeno, mas representa cerca de 910 mil famílias nas classes mais pobres em apenas um anos. Por outro lado, a classe A, que conta com reservas financeiras para se defender da alta inflação e do desemprego, aumentou 109,5 mil famílias nesse período.
Esses dados mostram que, ao todo, 1,023 milhão de famílias se movimentaram de alguma forma na escala social por conta da crise. Porém, a maioria, no movimento contrário ao da ascensão socioeconômica, coisa que não acontecia desde 2008.