O que estão fazendo os jovens que perderam o emprego?

jovens_desemprego1_colectivodeabogados.orgDa redação

Em toda crise econômica, os jovens são os que mais sofrem com a falta de vagas, porque têm menos experiência. No Brasil não é diferente. Levantamento do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) de junho mostra que pessoas entre 18 e 24 anos são as mais afetadas pelo desemprego.

Uma multidão de jovens está se virando para preencher os dias. Alguns fazem pós-graduação para melhorar o currículo, outros pensam em mudar de carreira.

A preocupação com a vida profissional da chamada geração Y (os nascidos entre os anos 1980 e meados de 1990) é fruto de um maior acesso a informação, de mais opções de carreira e de uma constante projeção do futuro.

Parar tudo para estudar não é uma opção para boa parte dos brasileiros. Os cursos de especialização são muito caros. Com a crise, quebra-se a ideia de que ter ensino superior é suficiente para entrar no mercado.

Nos últimos anos muitas pessoas passaram pela universidade, mas não havia lugar para todos. Entre 2004 e 2014, a porcentagem de estudantes entre 18 e 24 nos bancos universitários passou de 32,9% para 58,5%, segundo o IBGE.

 

Porém, o desemprego entre os jovens deve aumentar a distância entre ricos e pobres e as oportunidades dadas a cada um.