Orlando Morando se reúne com Temer para destravar Linha 18-Bronze de Metrô

ImagePor Marianna Fanti

Nesta terça-feira (14), o deputado estadual Orlando Morando (PSDB) detalhou, com exclusividade ao Portal da TV Mais, a reunião que participou no Palácio do Jaburu na última quarta-feira (08), com o presidente interino Michel Temer (PMDB).

O encontro que começou com a reunião de 200 empresários de todo Brasil – liderados pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), teve como pauta central a preocupação econômica, e, ao mesmo tempo, a confiança que se tem com a condução do país pelo presidente Temer. “Acreditamos que ele pode devolver a confiança e a estabilidade necessária, e acima de tudo, esperamos as reformas necessárias para que o Brasil volte a crescer”, disse o deputado.

Após esta reunião, algumas pessoas – entre elas o deputado estadual Orlando Morando, foram convidadas para um almoço no Palácio do Jaburu. Neste momento, Morando aproveitou a oportunidade para tratar sobre pautas de interesse da região do ABC, como por exemplo o impasse que existe com relação a Linha 18- Bronze do Metrô.

Linha 18-Bronze Metrô

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou projeto de lei que autorizava o governo estadual contrair o empréstimo internacional de R$ 400 milhões, para fazer as desapropriações necessárias para construção da Linha 18-Bronze do Metrô. O projeto também passou pela Comissão de Direitos Econômicos do Senado, quando o ex-Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, baixou um decreto federal proibindo qualquer ente federativo de pegar empréstimos internacionais. Esse fato impediu que a linha 18 prosperasse.

“O contrato da linha 18 tem vigência desde janeiro de 2015, poderíamos estar num processo bastante acelerado, com as desapropriações praticamente concluídas, mas isso não aconteceu”, explicou o tucano que conversou pessoalmente sobre a questão com o presidente interino, Michel Temer, durante o encontro. “Ele pediu que eu relatasse o fato para o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, mas o ministro também não tinha conhecimento de que a tomada de empréstimos internacionais havia sido vetada, então ele (Meirelles) disse que iria verificar a questão, e pediu para que eu mandasse um e-mail diagnosticando o problema, e ao mesmo tempo solicitando uma nova audiência – o que já foi feito. Agora estamos no aguardo dessa agenda”, revelou Morando que saiu do encontro esperançoso. “Essa conversa nos deu esperança de que esse impasse seja destravado, até porque considero um profundo absurdo o que foi feito no período da presidente Dilma, pelo então ministro Joaquim Levy, em não autorizar o governo do estado pegar um empréstimo internacional”, desabafou.

Obras em São Bernardo do Campo

Outro tema abordado foi a quantidade de obras paradas em São Bernardo do Campo, e a informação de que, eventualmente, não estaria havendo o repasse dos recursos do PAC. A resposta do presidente para essa questão foi para que o parlamentar procurasse o deputado, e atual Ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB). “Já fiz o contato e agora estou aguardando uma data para conversarmos, e saber se realmente depende do governo federal o envio de recursos para retomada das obras paradas em São Bernardo”, afirmou Orlando. A quantidade de obras paradas ou em ritmo lento na cidade está influenciando no dia a dia dos munícipes, causando trânsito e apropriações indevidas dos pontos que começaram a ser desapropriados por moradores de rua e usuários de drogas. “Pontos que começam a criar um incomodo na população”, segundo Morando.

Economia/retomada de empregos

A terceira pauta do encontro foi a retomada do crescimento econômico da região. Morando sugeriu a possibilidade da criação de uma linha de financiamento para veículos populares, como alternativa para retomar a principal atividade econômica da região. “A região do ABC tem uma ligação, e uma dependência, muito grande do setor automobilístico”, afirmou. Outro ponto sugerido pelo parlamentar foi a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). “Óbvio que não é uma medida fácil para um país que vive uma queda de arrecadação vertiginosa como o Brasil, mas o ministro Henrique Meirelles ficou de avaliar a questão”, ponderou.