Parceiro do Palmeiras é alvo da Lava Jato

Walter Torre
Walter Torre Junior

Da redação

Nesta segunda-feira (4), o juiz federal Sérgio Moro determinou a condução coercitiva de Walter Torre Junior – presidente da empreiteira WTorre, e buscas à sede da empresa. O empresário é alvo da Operação Abismo, 31ª fase da Lava Jato.

Segundo a força-tarefa da Polícia Federal e da Procuradoria da República, a WTorre teria recebido uma propina de R$ 18 milhões para abandonar a licitação do Cenpess (Centro de Pesquisas da Petrobras).

Segundo os investigadores, a empresa, que não havia participado de ajustes, resolveu ingressar no certame e apresentou proposta de preço, de R$ 858.366.444,14, cerca de R$ 40 milhões inferior ao da proposta apresentada pelo Consórcio Novo Cenpes (de R$ 897.980.421,13).

Léo Pinheiro, da OAS, acertou com Walter Torre R$ 18 milhões para ele desistir de obra no Cenpes.

De acordo com a Operação Abismo, o portador da proposta da propina ao dirigente da WTorre, Walter Torre, e ao executivo da mesma empresa, Francisco Geraldo Caçador, teria sido José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro, dirigente da OAS.

 

Os fatos foram relatados pelos executivos da Carioca Engenharia, na colaboração premiada e no acordo de leniência da empresa.

 

O Grupo WTorre esclarece que a empresa não teve participação na obra de expansão do Centro de Pesquisas da Petrobras, e que não recebeu ou pagou a agente público ou privado nenhum valor referente a esta ou a qualquer outra obra pública.