Diante de incertezas e dificuldades que a pandemia causou desde o ano passado, a Vila de Paranapiacaba iniciou 2021 com mais uma notícia boa. Isso porque o Pátio Ferroviário passará por restauração e recuperação do patrimônio material. Ainda este ano o material de estudos para a restauração, que começou em janeiro, ficará pronto e a obra tem prazo estimado de seis meses para a conclusão.

A arquiteta do Brasil Restauro Arquitetura e Cultura, responsável pelo projeto, Fabíula Domingues, explica que o projeto abrange toda área da antiga Estação Alto da Serra, que foi atingida por incêndio em 1981. “(A estação) Não existe mais, porém, tem área pavimentada, onde terá projeto de paisagismo e urbanismo”, comenta ela, que vai respeitar as características originais do local.

A área resgatada fica no entorno da Torre do Relógio – entregue à população revitalizada em 2019 – e próximo a três construções que também passarão por resgate. “A Torre do Relógio foi a única coisa que sobrou do incêndio. Toda área tem 400 metros quadrados, que também passarão por restauro. Nas construções, que fazem parte do conjunto da antiga plataforma, vamos restaurar cobertura, escadas e o escopo como um todo”, completa Fabíula.

Já a segunda parte do projeto, a área urbanística – em amarelo do infográfico abaixo – com 2.000 metros quadrados, é um complemento do projeto executivo, que, por enquanto, também está no escopo dos estudos. “Não dá para pensar no projeto executivo sem pensar em todo entorno dele”, acrescenta a arquiteta.
Além da proposta da preservação ferroviária, o conjunto de melhorias na região também propõe projeto sustentável com participação do município e da comunidade (leia mais abaixo).

Para a MRS, patrocinadora do projeto, além de desenvolver um plano para a recuperação do pátio, os projetos executivos em desenvolvimento vão indicar caminhos para uma maior integração entre poder público e comunidade para a geração de ideias que possam unir a conservação da memória a projetos de crescimento da região por meio do turismo e da cultura, por exemplo.

“Nossa preocupação tem sido encontrar destinações adequadas para os espaços restaurados. Formas de congregar o poder público local, as comunidades e entidades, para a criação de projetos sustentáveis, que gerem renda e trabalho usando o patrimônio histórico recuperado. O estudo em andamento é essencial para que se encontre uma vocação para o Pátio Ferroviário”, explica o gerente geral de relações institucionais da MRS, José Roberto Lourenço.

O investimento, aprovado por meio da Lei de Incentivo à Cultura, foi de R$ 445.570,69.

OUTROS RESTAUROS

Nos mesmos moldes que a restauração do pátio ferroviário, em dezembro do ano passado a Estação Campo Grande, também em Paranapiacaba, ficou pronta depois de 20 anos abandonada, completamente reformada e pronta para receber os turistas depois da pandemia pela Covid.

Foram 300 metros quadrados de área construída, com 7.500 metros quadrados de área externa, nos quais, foram recuperados seus moldes originais. O local pode ser apreciado por quem segue pelo asfalto rumo à Parte Alta de Paranapiacaba e também pelos que cruzam os trilhos e encaram a estrada de chão batido em direção à Parte Baixa.

A chave da Estação Ferroviária de Campo Grande foi entregue para a MRS Logística. A concessionária de transporte de carga, a partir deste ano, utilizará o local como centro de controle operacional de suas composições.

DGABC

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