Senado atesta que Dilma não cometeu pedalada

presidente-dilma-rousseffDa redação

Comissão do impeachment do Senado diz que a presidente afastada, Dilma Rousseff, liberou créditos suplementares sem o aval do Congresso por meio de decretos. Porém não identificou nenhuma ação nas chamadas pedaladas fiscais.

Dilma é alvo de duas acusações que a afastaram do cargo: a edição desses decretos sem aval do Congresso e de ter cometido “pedalada fiscal” com o atraso do repasse de R$ 3,5 bilhões do Tesouro ao Banco do Brasil para o Plano Safra.

A fase de oitiva acaba quarta-feira (29), e, pelo cronograma, o Senado fará no dia 9 de agosto a votação do parecer prévio sobre as acusações contra a petista.

A partir desta data, se a maioria simples dos presentes aprovar o parecer, há um prazo de até 48 horas para que a acusação apresente o chamado libelo acusatório, e outras 48 horas para que a defesa de Dilma se pronuncie.

Depois o julgamento final tem de ocorrer em até dez dias. Ou seja, mantido o plano, senadores avaliam que Dilma deve ser julgada a partir da semana do dia 22 de agosto –nesta etapa, são necessários ao menos 54 votos para a petista ser afastada definitivamente.

De acordo com o calendário, Dilma poderá depor no dia 6 de julho na comissão, embora não seja obrigada a comparecer.