Foto: Afonso Ferreira / G1

A Presidência da República anunciou nesta segunda-feira (29) o delegado da Polícia Federal Anderson Torres como novo ministro da Justiça e Segurança Pública.

Torres assumirá o cargo no lugar de André Mendonça, que estava na função desde abril de 2020.

Mendonça, por sua vez, assumirá a função de ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), cargo que já ocupou no primeiro ano do governo Jair Bolsonaro.

Além das duas mudanças, o Planalto também anunciou mais quatro novos ministros:

  • Luiz Eduardo Ramos deixa a Secretaria de Governo e assume a Casa Civil;
  • Braga Netto deixa a Casa Civil e assume o Ministério da Defesa;
  • Deputada Flavia Arruda assume a Secretaria de Governo;
  • Carlos Alberto Franco França assume o Ministério das Relações Exteriores.

Antes do anúncio do Planalto, três ministros deixaram o cargo nesta segunda feira: Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e José Levi (AGU).

O novo ministro da Justiça

Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Torres já teve o nome cotado para cargos no governo em outras ocasiões. Ele conta com o apoio dos filhos do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a página da secretaria da internet, Anderson Torres tem experiência em ciência policial, investigação criminal e inteligência estratégica.

O site diz ainda que ele coordenou de 2003 a 2005 as investigações da PF em Roraima sobre o combate ao crime organizado; coordenou de 2007 a 2008 a atividade de inteligência da PF na repressão a organizações criminosas de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro; e já participou de investigações internacionais.

À frente do Ministério da Justiça, Torres será responsável por órgãos como:

  • Polícia Federal;
  • Secretaria Nacional do Consumidor;
  • Departamento Penitenciário Nacional;
  • Força Nacional de Segurança;
  • Fundação Nacional do Índio;
  • Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade);
  • Departamento de Migrações.

Antes de assumir a secretaria no governo do Distrito Federal, Torres foi chefe de gabinete do então deputado federal Fernando Francischini (PSL-PR), político que era ligado a Bolsonaro.

Terceiro ministro da pasta

Anderson Torres será o terceiro ministro da Justiça de Bolsonaro em dois anos e três meses de governo. Antes do delegado, comandaram a pasta André Mendonça e Sergio Moro.

Em 2020, Moro deixou o cargo acusando o presidente Jair Bolsonaro de ter tentado interferir na Polícia Federal ao demitir o então diretor-geral da instituição, Mauricio Valeixo, indicado por Moro.

Um inquérito foi aberto no Supremo Tribunal Federal para analisar as acusações de moro. Bolsonaro nega ter tentado interferir na PF.

Íntegra

Leia a íntegra da nota da Presidência:

NOTA

O Presidente Jair Bolsonaro alterou a titularidade de seis ministérios nesta segunda-feira (29). As seguintes nomeações serão publicadas no Diário Oficial, a saber:

•Casa Civil da Presidência da República: General Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira;

•Ministério da Justiça e Segurança Púbica: Delegado da Polícia Federal Anderson Gustavo Torres;

•Ministério da Defesa: General Walter Souza Braga Netto;

•Ministério das Relações Exteriores: Embaixador Carlos Alberto Franco França;

•Secretaria de Governo da Presidência da República: Deputada Federal Flávia Arruda;

•Advocacia-Geral da União: André Luiz de Almeida Mendonça.

Secretaria Especial de Comunicação Social

Ministério das Comunicações

G1

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