Prefeito de São Bernardo reduz o próprio salário para ajustar finanças do município

 Da redação
O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, enviou, nesta quarta-feira (17), à Câmara pedido para reduzir seu próprio salário. O texto foi protocolado no Legislativo e tramita pelas instâncias legais da Casa, devendo ser votado pelos vereadores na próxima semana.
Entre os itens destacados no texto original, a proposta solicita nulidade ao acréscimo que foi incorporado pelo seu antecessor, Luiz Marinho (PT), em março do ano passado. Assim, o subsídio mensal de Morando passar a ser de R$ 25.604,69 – recebimento bruto –, sendo validada de maneira retroativa. Ou seja, os valores adicionais que foram concedidos ao atual chefe do Executivo, de janeiro até o maio, serão devolvidos aos cofres do tesouro municipal. O valor estava em R$ 30.625,77
A postura adotada por Morando vem ao encontro da nova plataforma de economia e respeito ao dinheiro público, estabelecido pela atual gestão, a partir de 1º de janeiro, diante de um rombo financeiro de R$ 200 milhões, deixados pela administração antecessora.
Na ocasião, a administração incorporou amplo pacote de austeridade para reduzir despesas, como devolução de carros oficiais, telefones celulares corporativos, suspensão do Carnaval, corte de 30% em cargos comissionados, congelamento em 40% do Orçamento. A série de itens, garantir parte da recuperação financeira do município, que ao completar 100 dias de gestão, apresentou economia de R$ 101 milhões. Ou seja, mais de R$ 1 milhão por dia.
“O nosso trabalho vem por zelar e respeitar o dinheiro de cada cidadão de São Bernardo. Temos muito a fazer ainda, mas diante de um caos estabelecido, estamos dando provas efetivas de cuidado pela cidade”, argumentou Morando.
Caso seja aprovado pela maioria dos parlamentares, o pedido de redução salarial do próprio prefeito vai proporcionar  mais impactos na economia do município. Serão R$ 5.021,08 por mês, preservados nos cofres públicos, em torno de R$ 80 mil até o fim do ano e mais de R$ 300 mil ao longo do mandato (considerando 13º salário e férias).
“Quando o salário do prefeito de São Bernardo foi aprovado, eu era deputado estadual e me posicionei contrário a medida, assim como meu partido. Então, tomar essa decisão agora é apenas seguir minha coerência e propósito pelo qual fui eleito”, acrescentou Morando.