Prefeitura cria Complexo Regulador Municipal e reduz tempo de espera por atendimentos e transferências hospitalares

Da Redação

A Prefeitura de Santo André, por meio do programa Qualisaúde, inaugurou neste mês o Complexo Regulador Municipal, responsável pelo gerenciamento de consultas e exames na rede andreense, auditoria de contratos de prestadores de serviços na área da saúde e articulação de vagas com hospitais municipais e serviços de referência. Com a implantação desse novo serviço, a capacidade de agendamento pela central de vagas da rede será dobrada, passando de 15 mil para 30 mil ofertas mensais de consultas e exames. Outra novidade foi a criação de um setor 24 horas, para encaminhamento ágil de casos que demandam prioridade de transferência hospitalar.

“Às vezes, as pessoas pensam em saúde naquilo que elas podem ver, postos e UPAs, por exemplo, mas esse serviço que inauguramos tem fundamental importância para agilizar o atendimento de quem precisa. Esse projeto faz parte do programa Qualisaúde, pois estamos readequando processos de trabalho para melhor gerir os recursos que temos. Com isso, conseguimos garantir que os leitos dos nossos hospitais sejam ocupados pelos casos realmente necessários, e não por aqueles que podem ter outro tipo de acolhimento e acabam ocupando as vagas daqueles casos mais complexos”, avaliou o prefeito Paulo Serra, que esteve no Complexo Regulador Municipal nesta terça-feira (31).

O Complexo Regulador Municipal foi estruturado em três frentes: Regulação Ambulatorial, Regulação Municipal e Unidade de Avaliação, Auditoria e Contratualização, sendo os dois últimos departamentos inéditos na Saúde.

Dentro da Regulação Ambulatorial é feita a marcação de consultas e exames do município, como parte dos serviços da Atenção Básica e Especializada. Para que o tempo de espera por atendimento seja reduzido, o número de agendamentos por mês passou de 15 mil para 30 mil. Além da ampliação da capacidade de atendimento, foi implantada a priorização dos casos, ou seja, todos os encaminhamentos passam nas mãos de médicos reguladores que realizam avaliação de acordo com o quadro clínico exposto na guia, para agendamento com maior brevidade quando necessário.

Já na Regulação Municipal, uma equipe formada por 14 médicos e sete funcionários administrativos foi contratada para atuar durante 24 horas, em escala de revezamento, assistindo e regulando as vagas na rede de urgência e emergência andreense, além de auxiliar na avaliação dos casos de transferências para hospitais estaduais. Para se ter ideia do impacto da criação desse setor, em 19 dias de atividade, foram feitas 621 solicitações de transferência de pacientes. Com a avaliação dos médicos reguladores, apenas 239 transferências foram efetivadas e 382 foram casos resolvidos com outros encaminhamentos.

A área também consegue cruzar dados para verificar se o paciente possui convênio médico e, dessa forma, consegue realizar transferência para serviços da rede particular da qual o paciente tenha acesso. Das 239 transferências realizadas no período, 71 foram para referências estaduais e 33 foram feitas para equipamentos particulares, a partir dessa análise. Numa analogia, isso representaria o total de leitos da UPA Bangu, que seriam ocupados por quem tem outras alternativas para atendimento, garantindo resposta para aqueles que mais precisam e não têm outra alternativa, de acordo com os princípios de equidade do SUS.

Por fim, na Unidade de Avaliação, Auditoria e Contratualização, setor também recém-criado, é feito o gerenciamento dos contratos, sistemas, produções e prestação de serviços no SUS. A partir da análise dos contratos foi possível repactuar o número de oferta com prestadores de acordo com a real demanda do município, como por exemplo, a Fundação do ABC, Casa da Esperança, AME, Ghelfond e Biofast. Nesta unidade também será feita a fiscalização do cumprimento dos serviços estipulados em contrato.