Prefeitura de São Caetano cria órgão para controle mais eficiente de leitos hospitalares

Da redação

São Caetano do Sul conta, desde quinta-feira (28), com o NIR (Núcleo Interno de Regulação), órgão de assessoria criado pela Secretaria da Saúde para fazer o gerenciamento interno dos leitos dos hospitais públicos de São Caetano do Sul. A atuação do NIR abrange o Hospital Infantil e Maternidade Márcia Braido, o Hospital Maria Braido, o Hospital Municipal Euryclides de Jesus Zerbini, Hospital Municipal de Emergências Albert Sabin e Complexo Municipal da Saúde, formado pelo Hospital de Olhos Dr. Jaime Tavares e pelo Centro de Oncologia e Hemoterapia Luiz Rodrigues Neves.

Estudos indicam que a presença de um núcleo de regulação de vagas diminui em cerca de 20% o tempo de permanência hospitalar – o aumento da qualidade do atendimento resulta em maior eficiência e agilidade no tratamento.

Na primeira reunião, realizada no Auditório do Hospital Infantil Márcia Braido, o coordenador do NIR, o médico José Carlos Canga, apresentou os objetivos, a composição e as propostas do Núcleo.

Ele explicou que os diversos setores do hospital devem trabalhar integrados para prestar um atendimento mais ágil e eficiente, desde a higienização do quarto para a entrada de um novo paciente aos procedimentos médicos em si.  Por isso, a equipe que integra o NIR também é multidisciplinar, compondo-se de uma enfermeira coordenadora, Edivania Viana Moreira; de uma assistente administrativa, Fernanda Regina Lasevicius; e de duas oficiais administrativas, Marilene Gonzalez e Isabel Pirahy.

Juntamente com a atuação do NIR, os hospitais contam com uma Comissão de Desospitalização, que avalia, minuciosamente, todos os pacientes que estejam internados há mais de 30 dias, para determinar a possibilidade de continuidade do tratamento domiciliar sob os cuidados e o monitoramento das equipes médicas. Outra medida a ser implantada em breve será a oferta de cuidados paliativos, que consistem na assistência dada com o objetivo de diminuir o sofrimento, aumentar o conforto e a qualidade de vida dos pacientes, mesmo quando não existam mais perspectivas de cura.