Criança levanta a mão ao lado de outros alunos em sala de aula da escola Thomaz Rodrigues Alckmin, no primeiro dia de retorno das escolas do estado de São Paulo para atividades extracurriculares em meio ao surto de coronavírus (COVID-19) em São Paulo, Brasil Outubro 7, 2020. REUTERS / Amanda Perobelli

A Prefeitura de São Paulo autorizou nesta quinta-feira (1) a retomada das aulas nas redes pública e privada ao final da fase emergencial do Plano São Paulo, no dia 12 de abril, desde que as restrições não sejam prorrogadas pelo governo do estado.

Inicialmente, a gestão Bruno Covas (PSDB) suspendeu as atividades presenciais na rede de ensino do dia 17 de março até o dia 1° de abril. Na tentativa de garantir a organização do calendário escolar, o recesso de julho foi antecipado durante o período nas escolas municipais.

No entanto, devido ao aumento dos números de casos e mortes por Covid-19, o governo estadual prorrogou a fase emergencial até o dia 11 de abril.

Para liberar o retorno após a restrição, Covas considerou que a Educação já foi elencada como serviço essencial pelas gestões municipal e estadual, conforme consta no decreto publicado no Diário Oficial da Cidade.

O comunicado também autoriza que as escolas recebam alunos que necessitarem de merenda durante a fase emergencial.

A Secretaria Municipal de Educação ainda deve definir os protocolos de retomada nas unidades, em conformidade com as orientações da Vigilância Sanitária.

O estado manteve a autorização para as escolas funcionarem independente da fase da quarentena e publicou um decreto incluindo a educação como serviço essencial.

Na rede estadual, o governo antecipou os recessos de abril e outubro e suspendeu as aulas até o dia 28 de março. As escolas podem voltar a receber alunos presencialmente com 35% da capacidade a partir do dia 5 de abril, mesmo na fase emergencial, desde que sejam autorizadas pelas prefeituras das cidades.

A orientação, entretanto, é para que seja priorizado o ensino remoto, e que as unidades abram para oferta de merenda e alunos que não conseguem acompanhar as aulas a distância.

Aulas presenciais

Em coletiva de imprensa na terça-feira (30), o prefeito afirmou que a cidade registrou aumento de casos de Covid-19 após retorno do ensino presencial, e que a vigilância sanitária ainda avaliava como poderia ser feito o retorno e a partir de quando.

“É justamente a área da Vigilância Sanitária que vai determinar se já é possível retornar e de que forma é possível retornar. O que nós tivemos aqui na cidade de São Paulo no período de retorno às aulas foi o aumento da quantidade de focos de Covid”, disse ele

A fase emergencial do Plano São Paulo não impede que as escolas operem. Por considerar a Educação um serviço essencial, autoriza que as escolas funcionem com 35% da capacidade, mas recomenda que se prioridade o ensino remoto durante o período.

Mortes na cidade

A média diária de novas mortes na cidade de São Paulo mais do que dobrou em relação a duas semanas, quando teve início a fase emergencial no estado.

Nesta segunda-feira (29), a média móvel de óbitos foi de 167. No dia 15 de março, o valor era de 74, o que representa um aumento de 125%. No mesmo período, o estado como um todo teve aumento de 67% na média móvel de mortes.

G1

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