Queda do PIB indica condições de recuperação do país, diz economista

O resultado do PIB (Produto Interno Bruto), divulgado no começo do mês pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), indica que a economia do país pode ter atingido o “fundo do poço”, e agora começa a gerar condições iniciais para uma recuperação econômica.

De acordo com o economista Rafael Cagnin, do IED (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), o resultado é um sinal de estabilização do ritmo de desaceleração, mas “não dá para falar em recuperação ainda”. Depois de um tempo longo e quedas muito agudas, é natural que se estabilize o ritmo de queda. O palpite de Cagnin é similar ao do novo presidente do Ipea, Ernesto Lozardo.

O PIB – soma de todos os bens e serviços produzidos no país, fechou o primeiro trimestre do ano em queda de 0,3%, somando R$ 1,47 trilhão em valores correntes. O resultado é a quinta queda consecutiva nesta base de comparação. Em relação aos quatro últimos trimestres, encerrados em março, a queda acumulada foi de 4,7%, a maior retração para o acumulado em 12 meses desde 1996.