Início Política Brasil Rede de ensino de Santo André discute ações de combate ao suicídio

Rede de ensino de Santo André discute ações de combate ao suicídio

No Brasil, em média 30 pessoas se suicidam diariamente, segundo levantamento do Ministério da Saúde. O problema é foco de ações em todo o mundo no mês de setembro, o Setembro Amarelo, dedicado a prevenção do suicídio. Em Santo André, a Secretaria de Educação deu inicio às ações educativas do Setembro Amarelo nesta segunda-feira (19)reunindo profissionais de todos os espaços que compõe a rede municipal de ensino, como Emeiefs ( Escolas Municipais de Educação Infantil e Ensino Fundamental), Creches, Educação de Jovens e adultos, Sabina, Educação Inclusiva, Educação Física Escolar, Nanasa (Núcleo de Natação Adaptada de Santo André), Cesas , Projeto Mais Saber, para refletir sobre o tema e desenvolver projetos para a sensibilização de estudantes e professores. O encontro aconteceu no Centro de Formação de Professores Clarice Lispector ,na Vila Matarazzo,e contou com palestra do coordenador do Posto de Santo André do CVV (Centro de Valorização da Vida) Milton Minoro Kagohara.

Para iniciar o encontro, os presentes contaram com a presença do Arte educador, educador da rede municipal, Ronnie Corazza. Ele proporcionou ao grupo um momento de reflexão utilizando uma história infantil, “Mãos de vento e olhos de dentro” de Lô Galasso, com uma dinâmica de leitura compartilhada. A seguir propôs uma atividade de sensibilização onde os presentes refletiram sobre as próprias vivências acerca do tema, modelando em massinha suas sensações.

 

Segundo a coordenadora de projetos Educacionais da Secretaria de Educação, Claudia Rebeca Kielblock F. Pereira, o encontro teve como objetivo desenvolver discussões em duas vertentes. Uma delas propor ações de sensibilização aos profissionais da educação para a questão do suicídio e que dêem subsídios para que estejam atentos aos comportamento dos alunos, dos familiares e da comunidade, de forma a detectar situações de sofrimento emocional, e que saibam como agir.
A outra base desta ação é o incentivo à realização de ações e projetos de valorização à vida e ações positivas nas escolas. “Conseguiremos combater o bullying se as ações positivas forem bem planejadas e virarem rotina, valorizando as boas atitudes como a amizade, o companheirismo a cooperação, os bons sentimentos, as atitudes amorosas, de acolher e de diálogo, planejando ações voltadas para os bebês, crianças, jovens e adultos, em parceria, equipes da secretaria de educação, gestores, equipes escolares, educadores e comunidade escolar,” disse Rebeca.

“As ações precisam ser realizadas desde as creche, embora seja de conhecimento comum que trabalhar esse assunto com os alunos menores seja complicado. Por isso, hoje nós sentamos para pensar quais ações podemos proporcionar para os nossos alunos, que os auxiliem a se sentirem confiantes para exporem seus sentimentos, e que também ajude a valorizarem seus colegas e se tratem respeito”, destacou a gerente de ensino fundamental, Fabiana Palmério.

A gerente de educação infantil, Mara Rozendo Passos, acrescenta que é muito importante estimular o olhar para o outro, a preocupação com as necessidades do outro, seja ele adulto ou criança. “A partir de hoje vamos levar para as unidades o desafio de sensibilizar professores, funcionários, e principalmente a comunidade sobre esse assunto. As crianças de hoje gritam por atenção. Elas tiram os celulares das mãos dos pais para serem ouvidas. Precisamos pensar estratégias para trabalhar estas questões” complementou Mara. ” É necessário discutir sobre a naturalização do choro e da birra nos ambientes de Creche, entender o que há por trás dos comportamentos infantis. Ouvir as crianças, dialogando sobre o que sentem.”

O coordenador do CVV, Nelson Kagohara, que há cerca de 20 anos é voluntário na instituição, reforça que ouvir o problema do outro é o melhor caminho para uma solução. “Muitas pessoas encontram alternativas para os seus problemas quando falam sobre eles. Mas é normal as pessoas, e principalmente as crianças, tentarem esconder o que sentem, por isso os professores precisam estar atentos para perceberem a necessidade das crianças e oferecerem o apoio quando preciso” , explicou. O CVV, fundado em São Paulo, em 1962, é uma associação civil sem fins lucrativos. Presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo e anonimato.

No final do mês de setembro, após a execução das atividades nas escolas, as unidades vão encaminhar o registro dos trabalhos realizados para Secretaria, que serão socializados pela equipe de projetos educacionais em uma exposição.

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