Salário mínimo teria que ser 4 vezes maior para cumprir função, diz Dieese

Qual seria o valor suficiente “para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência”?

R$ 3.747,10 em maio, de acordo com um cálculo divulgado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

A estimativa é feita mensalmente desde 1994 e tem como base o valor da cesta básica mais cara, atualmente a de Rio de Janeiro (R$ 446,03), seguida por Florianópolis (R$ 441,62), São Paulo (R$ 441,16) e Porto Alegre (R$ 437,73).

O custo da cesta básica aumentou em 18 das 20 capitais analisadas em maio, com destaque para Campo Grande (5,22%), Florianópolis (3,49%), João Pessoa (3,17%) e Fortaleza (3,12%).

O resultado é que o salário mínimo “suficiente” de maio foi o mais alto desde janeiro (R$ 3.752,65) ainda que siga abaixo do valor calculado em maio do ano passado: R$ 3.869,92.

Novo valor

O salário mínimo “necessário” representa cerca de 3,9 vezes o valor do salário mínimo atualmente em vigor, de 954 reais.

O ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Esteves Colnago, afirmou nesta quarta-feira (6), que o governo mantém a projeção para o salário mínimo em 2019 no valor de R$ 1.002.

O esclarecimento foi dado após uma nota técnica da Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional ter indicado um valor de R$ 998.

A fórmula para os aumentos foi estabelecida por lei em 2012, ainda no governo da então presidente Dilma Rousseff, e deve valer até 2019.

Ela determina que o reajuste anual tem como base a soma da variação do INPC (inflação para população de baixa renda) no ano anterior, acrescido da taxa de crescimento real do PIB dois anos antes.

Fonte: Exame