Você sabe se pacientes com epilepsia pode praticar atividade física? Confira aqui!

Da redação

A epilepsia é uma doença neurológica, caracterizada por descargas elétricas anormais e excessivas no cérebro, recorrentes e que geram crises epilépticas. O contraponto disso pode ser o incentivo ao esporte, atividade que auxilia na melhora física, emocional e na sociabilidade, seja para o esportista profissional, de alto impacto, seja para o amador.

O indivíduo com epilepsia pode e deve ser inserido completamente na sociedade: trabalhar, estudar, praticar esportes, se divertir, casar, ter filhos, etc. É importante ter o acompanhamento de um especialista antes de iniciar um programa de atividade física ou esportiva. Exemplos de atletas com epilepsia não faltam e, muitos deles, participam inclusive de campanhas mundiais de sensibilização e incentivo.

A informação correta também ajuda a desmistificar a relação epilepsia x atividade física x esporte. Para isso, é preciso ter em mente alguns itens básicos, como:

  • Exercício físico não tem contraindicação para pacientes com epilepsia;
  • O paciente com epilepsia, seja ele “atleta” amador ou profissional e de alto rendimento, não tem maior ou menor desgaste físico durante atividade;
  • Não há relação do estresse (adrenalina) da atividade física com crises epilépticas;
  • Traumas, contusões na cabeça, etc. podem acontecer em qualquer modalidade Olímpica. Nos esportes coletivos, como basquete, futebol, handebol, etc., a probabilidade é maior. Neste sentido, dependendo da intensidade e da lesão produzida com o choque, pode ser uma condição para surgimento de epilepsia. Mas cada caso deve ser avaliado por um especialista;
  • No caso dos atletas profissionais, as medicações anticonvulsivantes ou anti epilépticas não interferem no rendimento físico. Apesar da preocupação com os exames antidoping, muitos desses medicamentos não aumentam o desempenho do atleta; ao contrário, provavelmente ocorra um baixo desempenho, dado o princípio ativo “desestimulante”;