A partir de quarta-feira (24), as atividades de produção das fábricas da Volkswagen de São Bernardo, Taubaté (São Paulo), São Carlos (São Paulo) e São José dos Pinhais (Paraná) estarão suspensas, pelo menos, até 4 de abril. Com o agravamento do número de casos da pandemia e o aumento da taxa de ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) nos estados brasileiros, a empresa adota esta medida para preservar a saúde de seus empregados e familiares. Nas fábricas, só serão mantidas atividades essenciais. Os colaboradores da área administrativa atuarão em trabalho remoto.

Em reunião realizada com a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC reforçou, justamente, a necessidade de paralisação das fábricas devido ao avanço da pandemia. Conforme o presidente do Sindicato, Wagner Santana, o Wagnão, não houve acordo para paralisação imediata de todas as empresas, mas a entidade patronal disse que vai orientar seus associados a abrir negociação com os sindicatos responsáveis por cada planta produtiva, para discutir a situação e a possibilidade de parada, caso a caso, como aconteceu com a Volks. O Sindicato reforça que continua em contato com as demais montadoras da região – Mercedes-Benz, Toyota e Scania – reivindicando a paralisação das atividades.

Wagnão relata também que a Anfavea manifestou concordância em relação à reivindicação do Sindicato para que as empresas do setor automotivo adquiram vacinas e insumos para doação ao SUS (Sistema Único de Saúde). “Ontem, conversei com o prefeito de Santo André e presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, Paulo Serra (PSDB), e acertamos uma reunião com a Anfavea na semana que vem para acertar os detalhes”, explica o dirigente.

A Anfavea disse que acompanha a nova fase da pandemia e que mantém reuniões com sindicatos, autoridades municipais, estaduais e federais. “No que se refere à possibilidade de paralisações espontâneas nas fábricas, a decisão está a cargo de cada montadora, sempre em avaliação da situação sanitária de cada região do país, e em diálogo com os respectivos sindicatos de trabalhadores”.

 

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