Início Política ABC Diadema reorganiza fluxo de atendimento em saúde mental no período de pandemia

Diadema reorganiza fluxo de atendimento em saúde mental no período de pandemia

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O isolamento e o distanciamento social, recomendados durante a pandemia por covid-19, podem apresentar um cenário de intensificação do sofrimento humano em que os fatores de risco prevalecem aos de proteção, agravando os riscos ao suicídio. Em Diadema, a rede municipal se reorganizou para atender a população nesse contexto e monitorar cada caso a caso.

Durante o Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio, o município não realizará eventos presenciais, atendendo às recomendações sanitárias para evitar aglomerações de pessoas. Entretanto, o trabalho desenvolvido pelas equipes de saúde é contínuo. “Quem passa por um quadro de sofrimento intenso com ideação suicida, necessita de atenção contínua. É importante que a família ou pessoas próximas abram espaço para escutar a angústia e o sofrimento, acolhendo e não banalizando a situação”, explica Denise Miyamoto de Oliveira, coordenação de Saúde Mental da Secretaria de Saúde.

O que mudou

Em março, as 20 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município implantaram fluxos de atendimento aos sintomáticos respiratórios, o que separou o atendimento de rotina da Unidade das síndromes gripais, que passou a ter equipe profissional exclusiva. Essa alteração evita contaminação cruzada.

O atendimento em saúde mental passou a acesso aberto à agenda, em demanda espontânea, com destaque para os casos com risco/ideação de suicídio. Além disso, os profissionais realizam o monitoramento de seus pacientes, via telefone ou watsapp, e atendimento presencial de casos graves, sempre que necessário e respeitando o distanciamento social, para avaliação e continuidade do cuidado.

Nos cinco Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), as atividades coletivas foram suspensas com avaliação individual/singular de cada usuário e construção de outras possibilidades de atendimento não presencial, sempre que possível e necessário. As consultas médicas foram espaçadas e esses espaços foram destinados ao atendimento de pessoas em situações de crise, evitando o encaminhamento ao Hospital Municipal, serviço referência para casos suspeitos e confirmados de covid-19.

Nos CAPSs e no Serviço de Residência Terapêutica (SRT), o cuidado é organizado em miniequipes com duas frentes de cuidado: uma aos usuários estáveis do quadro psicossocial que estão em casa em isolamento social e outra aos usuários não estabilizados, em maior vulnerabilidade psicossocial, que necessitam de atendimento presencial.

Além disso, o CAPS Norte, que é retaguarda para os demais Centros, teve equipe médica ampliada e fluxos alterados para intensificar os cuidados aos pacientes com agudização do quadro psiquiátrico e/ou vulnerabilidade psicossocial sem sintomas respiratórios.

RAPS

Atualmente, todas as 20 Unidades Básicas de Saúde (UBS) possuem equipes de saúde mental, compostas por assistente social, fonoaudiólogo, psicólogo e psiquiatra. A Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) da cidade conta ainda com três Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) tipo III, um CAPS Infantil e um CAPS Álcool e Drogas, atendimento no Pronto Socorro Central e enfermaria no Hospital Municipal, além de Serviço de Residência Terapêutica (SRT).

 

Setembro Amarelo

O mês de setembro foi escolhido como Setembro Amarelo porque, desde 2003, o dia 10 de setembro é considerado o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.

Serviço:

Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) III Sul/Oeste.

Rua Nelson Rodrigues, 191 – Vila Conceição.

Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) III – Norte

Rua Capibaribe, 193 – Campanário.

 

Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) III Centro/Leste

Rua Oriente Monti, 28 – Centro – 1º andar.

Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) Álcool e Drogas (AD)

Rua Oriente Monti, 28 – Centro – 3º andar.

Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) II Infanto Juvenil

Rua Oriente Monti, 28 – Centro – 2º andar.

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