Início Esporte Futebol Em meio à crise e escândalos, Barcelona escolhe novo presidente

Em meio à crise e escândalos, Barcelona escolhe novo presidente

A reconstrução do elenco dizimado, que perdeu de 4×1 para o Paris Saint-Germain e provou estar bem abaixo do padrão de rivas europeus, é uma das muitas dores de cabeça que o novo presidente terá de enfrentar.

No topo da lista, no entanto, está o futuro talismã do clube: Lionel Messi. O argentino tornou público seu desejo de deixar o Barcelona no verão passado e parece cada vez mais improvável que ele assine um novo contrato, o que significa que o maior jogador da história do clube pode sair de graça no final da atual temporada.

Em fevereiro, o Barcelona divulgou um comunicado no qual negava “categoricamente” a responsabilidade pela publicação do contrato de US$ 672 milhões de Messi no El Mundo.

O contrato tornaria o argentino o atleta mais bem pago da história do esporte e o clube disse que entraria com uma ação judicial contra o jornal “por qualquer dano que possa ser causado em decorrência da publicação”.

O vazamento só serviu para aumentar as tensões entre Messia e a hierarquia do Barcelona, que já havia chegado ao ponto de ruptura depois que ele fez uma pequena tentativa velada contra a diretoria durante uma despedida ao ex-companheiro de equipe Luis Suarez.

Os problemas financeiros do Barcelona foram exacerbados pela mudança do clube de promover jogadores de sua famosa academia La Masia – que desenvolveu jogadores como Messi, Pep Guardiola, Andrés Iniesta e Xavi – para a primeira equipe, optando, em vez disso, por gastar vastas taxas de transferência e salários com estrelas já estabelecidas.

O Barcelona gastou mais de US $ 1 bilhão em taxas de transferência desde a temporada 2013/14 e muitos acreditam que essa mudança de filosofia corroeu o mantra “Mais do que um Clube”, que ainda está pintado nos assentos de seu histórico estádio Camp Nou.

Eleições históricas

Mesmo com Messi, o futuro do Barcelona parece sombrio; sem ele, no entanto, as coisas começam a ficar terríveis.

É exatamente nessa premissa que um dos candidatos presidenciais está apostando suas fichas. Joan Laporta, um dos três homens a concorrer ao cargo, é o atual favorito para vencer a eleição e foi anteriormente presidente de 2003 a 2010, presidindo uma das épocas de maior sucesso na história do clube.

Durante a presidência dele, o Barcelona conquistou 13 troféus importantes, incluindo quatro títulos da La Liga e duas Ligas dos Campeões, e ele espera que a nostalgia e a boa vontade sejam cruciais para garantir mais um mandato.

Os outros candidatos são Victor Font e Toni Freixa, que podem “dividir os votos”, diz Macia, o que acabaria por beneficiar Laporta.

Fundamentalmente, Font recebeu o apoio do ex-capitão do Barcelona, Carles Puyol, e baseou parte de sua campanha presidencial na ideia de Xavi, lenda do clube, retornar para se tornar o novo técnico principal.

Freixa, por outro lado, deu seu apoio ao atual técnico Ronald Koeman para continuar o trabalho que lhe foi confiado no verão passado, mas também traçou um plano de longo prazo que levaria Xavi inicialmente a assumir o time B do Barcelona.

A eleição será decidida por votos de mais de 111 mil membros do clube – ou ‘socis’ em catalão – a maioria dos quais torcedores do Barcelona.

Devido à pandemia do coronavírus, 22.811 membros pediram para votar pelo correio, enquanto os 87.479 restantes votarão pessoalmente em uma das seis estações localizadas nas cidades de Barcelona, Girona, Lleida, Tarragona, Tortosa e Andorra.

Texto traduzido, clique aqui e leia na íntegra

Deixe uma resposta