Foto: AFP

A partir desta segunda-feira (08.mar), as cédulas de 200.000, 500.000 e 1 milhão de bolívares venezuelanos começarão gradativamente a circular. Essas três novas notas não somam o equivalente a US$ 1 pelo câmbio oficial. A de um milhão, por exemplo, vale 0,50 centavos de dólar.

Um quilo de tomate, oito pãezinhos, um refrigerante de 250 ml ou uma barra de sabão de baixa qualidade podem custar cerca de 1 milhão de bolívares em uma economia marcada pela inflação, que fechou 2020 em quase 3.000%, passando assim pelo quarto ano de hiperinflação.

Bolívar substituído pelo dólar no país

O dinheiro em bolívares também é muito escasso e os usuários fazem longas filas nos bancos para acessar, no máximo, 400.000 bolívares, o limite para o saque.

O bolívar acabou sendo substituído pelo dólar, que se tornou a moeda de fato na Venezuela.

É comum que os preços de qualquer comércio venezuelano sejam transformados em dólares e os pagamentos sejam feitos em moeda estrangeira. O pagamento em moeda local normalmente é feito por cartão de débito ou transferência bancária.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, tem promovido a “digitalização total” dos pagamentos na Venezuela, incluindo o transporte público, atualmente o único setor onde prevalece o bolívar em dinheiro.

O cone monetário foi estendido pela última vez em junho de 2019.

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