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Odebrecht mantinha esquema de propina na Suíça

Da redação

Camilo Gornati, um dos responsáveis pelo sistema de informática do “departamento da propina” da Odebrecht, afirmou nesta quarta-feira (22) ao juiz federal Sérgio Moro, que a empreiteira mantinha seu servidor na Suíça “por questão de segurança”. O interrogado foi alvo da 26ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Xepa. O servidor teria sido bloqueado pelas autoridades suíças.

Gornati foi apontado como um dos responsáveis pela operação e manutenção do sistema Drousys, que era usado pelos executivos da Odebrecht para controle do departamento da propina, chamado oficialmente de Departamentos de Operações Estruturadas.

O MPF (Ministério Público Federal) descobriu que a Odebrecht montou um setor específico para gerenciar e controlar os pagamentos de propina da empresa. Por esse sistema, eram controlado os repasses feitos para políticos e agentes públicos, por meio de operadores e contas em nome de offshores.

Questionado pelo juiz Sérgio moro, Gornati afirmou que o servidor utilizado pela Odebrecht ainda está na Suíça, bloqueado pelo Ministério Público daquele país.

O presidente afastado da Odebrecht e seus executivos negociam acordo de delação premiada com a PGR (Procuradoria-Geral da República) desde o início do mês. Para a Lava Jato, houve tentativa de destruição do sistema de informática da propina, após a Odebrecht virar alvo da operação.

 

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