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Santo André e São Bernardo, na Grande SP, criam toque de recolher e suspendem transporte coletivo das 22h às 4h

Ponto de ônibus em Santo André — Foto: Reprodução/ TV Globo

As prefeituras de Santo André e São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, anunciaram nesta quinta-feira (27) a criação de um toque de recolher contra o coronavírus a partir da próxima segunda (31).

O horário de restrição vai das 22h às 4h, todos os dias, e neste período não vai haver circulação de transporte público municipal. O objetivo é diminuir a circulação de pessoas no período noturno. A medida vai até 14 de junho em Santo André e até 13 de junho em São Bernardo.

Movimentação no comércio na cidade de Santo André, (SP), no dia 17 de abril, durante pandemia de Covid-19 — Foto: ROBERTO SUNGI/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Movimentação no comércio na cidade de Santo André, (SP), no dia 17 de abril, durante pandemia de Covid-19 — Foto: ROBERTO SUNGI/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

As guarda civis metropolitanas dos dois municípios devem montar barreiras policiais em pontos estratégicos para fiscalizar e orientar a população.

A restrição criada no ABC vai começar às 22h, depois do horário determinado pelo governo de João Doria (PSDB) para o toque de recolher estadual, que está em vigor nas 645 cidades do estado das 21h às 5h.

No entanto, o toque de recolher estadual não é fiscalizado na prática, e não prevê multa ou punição para quem circula fora do horário nem a suspensão dos transportes à noite.

A Prefeitura de São Bernardo do Campo determinou ainda a proibição da prática de esportes coletivos em áreas públicas e privadas e do funcionamento de academias de lutas e artes marciais.

Os decretos municipais com detalhes das medidas devem ser publicados nos próximos dias.

Covid no estado de SP

O estado de São Paulo registrou aumento de casos, novas internações e mortes causadas pela Covid-19 na última semana, em comparação à semana anterior. Os indicadores de saúde apontam para tendência de piora da doença nos próximos dias.

Os dados da última semana epidemiológica, encerrada no sábado (22), mostram crescimento de 8% no número de casos e novas internações, e 5% nas mortes. Embora as variações ainda estejam dentro do intervalo que é considerado de estabilidade por especialistas, esta é a primeira vez desde o dia 17 de abril que os três indicadores apresentam aumento semanal simultaneamente.

Os dados da última semana epidemiológica são preocupantes, pois acontecem no momento em que o estado também voltou a registrar taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) acima de 80%.

As novas internações diárias estão em subida constante desde o início de maio, considerando tanto a rede pública quanto a privada. Nesta quarta (26), foram mais de 2.600 novas internações, segundo dados da secretaria da Saúde, número muito superior ao pico do ano passado, que ocorreu em julho e teve 1.900 internações diárias.

G1

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